Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • O bode expiatório de Paulo Hartung
Política

O bode expiatório de Paulo Hartung

Não desmerecemos a opinião de Hartung, mas parece que ele não está temeroso com a eleição de Bolsonaro, como nunca esteve com a de Sarney, FHC, Lula e Dilma

Publicado em 23 de Julho de 2018 às 17:29

Públicado em 

23 jul 2018 às 17:29

Colunista

Bode expiatório de Hartung
Gutman Uchôa de Mendonça*
Governador do Estado com três mandatos (cumprindo o último), Paulo Hartung, incluído merecidamente entre os melhores governadores que o Estado teve nos últimos tempos, tentou explicar em entrevista para A GAZETA porque está deixando de concorrer à reeleição. Ele deu como um dos motivos um possível surto de populismo, com a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República. Hartung ressaltou: “O ambiente no país está ruim, a população está irritada com tudo o que viu, e com muita razão. Mas isso cria as bases para um surto populista”.
Não vamos desmerecer a opinião do governador Paulo Hartung, mas parece-nos que ele não está temeroso com a eleição de Bolsonaro, como nunca esteve com a eleição de Sarney, Fernando Henrique, Lula, Dilma e a sucessão de Temer. Com isso, faz de Bolsonaro um “bode expiatório” para não concorrer à reeleição.
A bem da verdade, dificilmente quem está no poder se reelegerá. Devem ocorrer reeleições e até eleição de continuidade, mas será um negócio difícil. Mesmo que seja para pior, a maioria vai preferir experimentar sangue novo.
A bem da verdade, dificilmente quem está no poder se reelegerá. Devem ocorrer reeleições e até eleição de continuidade, mas será um negócio difícil
É inadmissível que repitamos reeleições como a de Lula e Dilma. É um ultraje à dignidade nacional. Essa gente pilha os cofres públicos, dão um atestado de populismo indecente e imoral.
O governador Paulo Hartung, com relação ao Brasil, teve um diálogo triste com a reportagem de A GAZETA: “O país tem que acertar suas contas. Esse desajuste nas contas vai virar hiperinflação. O país está gastando RS 150 bilhões a mais do que arrecada. E o mundo está se afastando do Brasil. E o mundo está começando a achar que a gente não vai reencontrar o caminho.”
Sempre faltou inteligência aos nossos governantes, que imaginam os recursos públicos como inesgotáveis. Nunca se roubou tanto no mundo. Sob o grito de ordem “o petróleo é nosso”, aventureiros da pior qualidade, refinados ladrões, pilharam a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, tudo que encontraram pela frente.
Vejam que só o Estado do Espírito Santo tem 60% de servidores públicos fora do trabalho: uma simples Secretaria de Turismo tem 71 servidores. Não tem país que suporte tal sangria.
*O autor é jornalista
 

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Quem é o árbitro que vai apitar a final da Copa do Mundo 2026
Decisão da 2ª Vara Criminal da Serra rejeitou pedidos das defesas para anular gravações usadas pelo MPES e manteve o andamento da ação penal contra vereadores afastados do cargo.
Vereadores da Serra suspeitos de corrupção têm nova derrota na Justiça
Ufes, Universidade Federal do Espírito Santo
Ufes aprova criação de cotas para pessoas trans

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados