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Dia da Mulher

Pelo fim da violência contra as mulheres

É preciso quebrar o ciclo da violência contra as mulheres, e a Rede Gazeta, consciente do seu papel cidadão, abraça a causa liderando um movimento de mobilização social

Publicado em 07 de Março de 2018 às 16:40

Públicado em 

07 mar 2018 às 16:40

Colunista

Quem cala consente. O ditado costuma ser utilizado quando alguém não quer ou não tem coragem de responder algo desagradável. Pode expressar também submissão emocional, social, econômica e até física. A história é mais antiga do que se imagina, é invisível, silenciosa e drasticamente ascendente: a violência contra as mulheres. Dados oficiais revelam que, no Brasil, a cada hora, mais de 500 mulheres são vítimas de agressão física.
No Espírito Santo, uma mulher é agredida a cada 41 minutos e, na Grande Vitória, duas sofrem violência a cada hora. Tão aterrorizante quanto esses números é o fato de que mais da metade das entrevistadas afirma não ter feito nada, um calar que arma um gatilho contra a própria vítima.
Esse cenário vai de encontro às conquistas das mulheres que, ao longo de anos, lutaram por espaços no mercado de trabalho e pela redução da desigualdade. Muitas vitórias podem ser contabilizadas, mas a jornada ainda é longa. São imensos os desafios para quem protagoniza múltiplos papéis numa rotina, minimamente, tripla.
As barbaridades que dão fim a sonhos, famílias e muitas vidas, e revelam uma sociedade retalhada pelas mais diversas formas de violências, têm que acabar. Basta! É preciso quebrar o ciclo da violência contra as mulheres, e a Rede Gazeta, consciente do seu papel cidadão, abraça a causa liderando um movimento de mobilização social com objetivo de alertar, orientar e estimular que mulheres vítimas de violência procurem ajuda.
Queremos virar essa página e contar uma nova história. Campanhas publicitárias, reportagens, site, eventos e outras iniciativas acontecerão ao longo do ano, começando hoje, Dia Internacional da Mulher. Oferecer informação e serviços que podem mudar o rumo dessa história é mais do que um compromisso, é exercer nossa responsabilidade de contribuir para uma efetiva transformação social. Dessa forma, vamos fomentando uma sociedade sã, mais humanitária, onde o gênero seja conjugado com empatia em favor de uma cultura de paz.

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