Um dono de lanchonete condenado a pagar R$ 1 milhão em indenização por trabalho infantil e violência sexual contra adolescentes no Espírito Santo foi preso em Minas Gerais. Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT-ES), a prisão ocorreu em Uberlândia no dia 30 de julho. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (27).
O comerciante foi condenado ao pagamento milionário em uma ação do MPT-ES, em janeiro de 2025. Segundo o órgão, as vítimas tinham entre 13 e 17 anos e trabalhavam na lanchonete do investigado, localizada em Água Doce do Norte, na Região Norte do Espírito Santo.
"Durante a investigação, foram reunidos elementos que indicaram que o estabelecimento comercial era utilizado como ambiente para aliciamento, assédio sexual e abusos contra adolescentes em situação de vulnerabilidade socioeconômica", informou o MPT-ES.
Na época, o órgão explicou que não havia pedido a prisão do comerciante por não ter atribuição constitucional para ajuizar uma ação penal. No entanto, destacou que os elementos reunidos durante a investigação foram compartilhados com o Ministério Público Estadual e demais autoridades.
Meses depois, em agosto de 2025, a Justiça decretou a prisão preventiva do comerciante. A partir da decisão, ele deixou o Espírito Santo e passou a ser considerado foragido.
O comerciante foi localizado após trabalhos de cruzamento de dados realizados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES). A prisão contou com a colaboração da Polícia Militar de Minas Gerais e do Gaeco do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
O nome do preso não foi divulgado para preservar as vítimas, que são menores de idade, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).