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Em Colatina

Policial internado em UTI conhece filha recém-nascida por videochamada

Mateus Menezes sofreu acidente de moto dois dias antes do nascimento da caçula da família. Ele também não conseguiu estar no parto da primogênita

Publicado em 26 de Junho de 2026 às 21:08

Ana Muniz

Publicado em 

26 jun 2026 às 21:08
Tecnologia aproximou distância entre pai internado em Colatina e filha recém-nascida.
Internado na UTI, Mateus Menezes conheceu filha recém-nascida por videochamada Leitor A Gazeta

Uma videochamada por celular ajudou um pai a acompanhar os primeiros momentos da filha recém-nascida, mesmo internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Estadual Sílvio Avidos, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. 


O policial militar Mateus Menezes foi hospitalizado no dia 16 de junho, quando sofreu um acidente de moto. Apenas dois dias depois, sua segunda filha, Cecília, nasceu.


O parto já estava agendado e era muito aguardado por ele, que também não conseguiu acompanhar o nascimento da primeira filha (hoje com quatro anos), por estar trabalhando em uma ação policial. 


"Tudo que eu queria nessa segunda vez era estar presente, ser o primeiro a pegar no colo. Planejei para que isso acontecesse e, infelizmente, não foi como a gente queria", conta Mateus.


Além das dificuldades físicas, decorrentes do acidente, Mateus sofre com a saudade da família e conta os dias para voltar para casa, em Barra de São Francisco. "O psicológico influencia muito. Quando começo a conversar sobre isso com minha esposa, me emociono bastante", diz.

A distância, porém, não impediu o encontro de amor entre pai e filha, mesmo que virtualmente. "Até agora, só consegui vê-la por ligação, vídeos e fotos. Linda demais, sorrindo já. É a coisa mais linda do mundo", comenta. 

Tecnologia aproxima pacientes dos familiares

O Hospital Sílvio Avidos usa videochamadas com familiares como estratégia para tranquilizar pacientes.
Hospital Sílvio Avidos usa videochamadas com familiares para tranquilizar pacientes. Heriklis Douglas

As videochamadas começaram a ser usadas no Hospital Sílvio Avidos no período da pandemia da covid-19 e se tornaram uma prática comum.


"É óbvio que a visita presencial é maravilhosa. Mas, em muitos momentos, como na pandemia, não tínhamos essa opção. Então, a videochamada entrou como uma alternativa para que o paciente não ficasse sem contato com a família e vice-versa", afirma a psicóloga do hospital Carla Lambert.


Segundo a profissional, Mateus ficou mais tranquilo e feliz após ver que a mãe e a filha estavam bem, o que faz toda a diferença para o tratamento. 


"Se o paciente estiver agitado ou ansioso, por vezes, pode evitar a equipe, querer ter alta logo ou não aceitar o tratamento. Se estiver mais à vontade com a equipe, isso facilita o vínculo de confiança", explica.

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