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Passou por cirurgia

Câncer de tireoide: entenda o diagnóstico do jogador Everton Ribeiro

O principal sinal é a presença de nódulo ou inchaço no pescoço. Além disso, rouquidão, tosse constante e dificuldade para engolir alimentos também podem indicar a suspeita de tumor
Guilherme Sillva

Publicado em 

06 out 2025 às 17:35

Publicado em 06 de Outubro de 2025 às 20:35

Everton-Ribeiro-jogador-de-futebol
Everton Ribeiro  foi diagnosticado com câncer na tireoide e passou por cirurgia Crédito: Reprodução @evertonri
O jogador Everton Ribeiro revelou nesta segunda-feira (06/10) que foi diagnosticado com câncer na tireoide e passou por cirurgia. O jogador informou que descobriu a doença há cerca de um mês e agora segue em recuperação.
"Oi, amigos. Preciso compartilhar uma notícia com vocês. Há cerca de um mês, fui diagnosticado com um câncer na tireoide. Hoje fiz a cirurgia e tudo correu bem, graças a Deus. Sigo em recuperação, com fé e com o apoio da minha família e de vocês. Obrigado por cada oração e carinho. Ter vocês ao meu lado faz toda a diferença. Tenho certeza de que vamos vencer mais essa batalha juntos", diz a legenda da foto postada numa rede social. 
O câncer de tireoide tem origem na glândula, que está localizada na parte da frente do pescoço. "Ela é responsável por controlar o metabolismo do nosso corpo, a partir da produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). Na maioria das vezes, os tumores encontrados na tireoide são benignos, mas é importante realizar os exames específicos para o diagnóstico correto", explica a oncologista Fernanda Cesar.
De acordo com o Inca, este tipo de tumor é o mais comum da região da cabeça e pescoço e afeta três vezes mais as mulheres do que os homens. A médica conta que ainda não existe uma causa única que explique esse número, mas na literatura médica é possível encontrar alguns estudos que evidenciam as relações hormonais e alimentares com o câncer de tireoide.
"Entre os fatores de risco está a idade, já que esse tipo de câncer é mais comum em mulheres com idade entre 40 a 50 anos. Histórico familiar de câncer da tireoide e a exposição à radiação nessa região também podem aumentar as chances de desenvolvimento do tumor", diz Fernanda Cesar.

Cirurgia é a primeira opção

Marco Homero de Sá Santos, cirurgião de cabeça e pescoço, conta que normalmente é assintomático, mas, à medida que o nódulo cresce, pode provocar incômodo cervical ao engolir ou ao deitar-se, além de ficar mais visível no pescoço. "Tumores avançados podem levar a rouquidão e sensação de falta de ar", diz.
O diagnóstico do nódulo se dá pela junção da história clínica do paciente e exame físico associado ao ultrassom que direciona se o caso é suspeito para malignidade. "Por isso, é necessário realizar uma punção do nódulo (uma biópsia por agulha). Alguns casos somente serão diagnosticados após serem retirados através da cirurgia", diz Marco Homero de Sá.
O médico explica que a cirurgia sempre é a primeira opção. "A tireoidectomia pode ser parcial, quando se retira metade da glândula, ou total. É realizada sob anestesia geral, normalmente, através de um corte pequeno no pescoço. Existe, atualmente, uma técnica de tireoidectomia parcial onde a incisão é feita pela boca e, portanto, não deixa cicatriz. Por ser uma técnica nova, ainda está em evolução", ressalta Marco Homero de Sá.
Em casos mais avançados, há também a necessidade de se retirar, além da tireoide, os gânglios linfáticos ao redor
Marco Homero de Sá - Cirurgião de cabeça e pescoço
A oncologista Fernanda Cesar diz que, após a cirurgia, o paciente deve complementar o tratamento com doses terapêuticas de iodo radioativo para eliminar o tecido tumoral e evitar o retorno da doença. "Mas o tratamento depende do estágio do tumor e, em alguns casos, pode ser combinado com a radioterapia e quimioterapia, por exemplo".
A médica ressalta que a melhor forma de prevenção do câncer de tireoide é evitar a exposição à radiação e manter uma quantidade adequada de iodo na alimentação diária. "Se existe algum familiar com histórico para câncer de tiroide, também é indicada a realização de exames genéticos e de rastreamento".
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