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Aos 19 anos

Linfoma de Hodgkin: entenda os sinais do câncer que matou Isabel Veloso

Tipo de câncer atinge, principalmente, jovens e soma mais de 3 mil diagnósticos por ano no Brasil, segundo o INCA
Redação de A Gazeta

Publicado em 

11 jan 2026 às 10:08

Publicado em 11 de Janeiro de 2026 às 13:08

Isabel Veloso
Isabel Veloso morreu em decorrência de um Linfoma de Hodgkin Crédito: Reprodução @Isabelveloso
A influenciadora Isabel Veloso faleceu neste sábado (10), aos 19 anos, em decorrência de um Linfoma de Hodgkin.  Diagnosticada aos 15 anos, ela se tornou conhecida por compartilhar sua rotina de tratamento e cuidados paliativos nas redes sociais. 
Em outubro de 2025, Isabel chegou a realizar um transplante de medula óssea e, no final do ano, foi entubada na UTI. Ela deixou o marido, Lucas Borbas, e o filho, Arthur, de 11 meses.
"Hoje meu coração fala em silêncio, porque a dor é grande demais para caber em palavras. Nossa história foi real, foi bonita, foi verdadeira. Construímos uma família, um amor que não depende do tempo nem da presença física para existir. Ela vive em mim, vive no nosso filho, vive em cada pessoa que foi tocada pela força dela", escreveu Lucas nas redes sociais.

Entenda o que é linfoma

De forma simplificada, os linfomas são classificados em dois tipos principais: o de Hodgkin, mais raro e que atinge principalmente jovens entre 15 e 25 anos e, em menor escala, adultos entre 50 e 60 anos; e o não-Hodgkin, mais comum e com maior incidência em pessoas acima dos 60 anos.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, no último ano, foram diagnosticados 3.080 casos de linfoma de Hodgkin e 12.040 de linfoma não-Hodgkin — números que, segundo a entidade, dobraram nos últimos 25 anos, especialmente entre os idosos, por razões ainda desconhecidas.
Para Mariana Oliveira, oncohematologista da Oncoclínicas, apesar de não haver prevenção por desconhecimento do que leva ao surgimento da neoplasia, a chave para deter a evolução progressiva do tumor é o conhecimento. "A boa notícia é o fato de os linfomas terem alto potencial curativo. O diagnóstico precoce é fundamental para alcançar o êxito no processo terapêutico, por isso o esclarecimento à população é essencial", afirma.

Sintomas e tratamento

Os sintomas em geral são aumento dos gânglios linfáticos (linfonodos ou ínguas, em linguagem popular) nas axilas, na virilha e/ou no pescoço, dor abdominal, perda de peso, fadiga, coceira no corpo, febre e, eventualmente, pode acometer órgãos como baço, fígado, medula óssea, estômago, intestino, pele e cérebro.
"As duas categorias - Hodgkin e não-Hodgkin -, contudo, apresentam outros subtipos específicos, com características clínicas diferentes entre si e prognósticos variáveis. Por isso, o tratamento não segue um padrão, mas usualmente consiste em quimioterapia, radioterapia ou a combinação de ambas as modalidades", explica Mariana Oliveira.
Em certos casos, terapias alvo-moleculares, que tem como meta de ataque uma molécula da superfície do linfócito doente, podem ser indicadas. "Estas proteínas feitas em laboratório atuam como se fosse um ‘míssil teleguiado’ - que reconhece e destrói a célula cancerosa do organismo", ressalta o médico. Ainda, dependendo da extensão dos tumores e eficácia das medicações, pode haver a indicação de transplante de medula óssea.
Diante dos desafios impostos pela crescente incidência da doença, novas alternativas terapêuticas vêm surgindo para combater os linfomas, especialmente para os que não respondem aos tratamentos convencionalmente indicados. "A medicina tem avançado nos últimos anos principalmente através da terapia celular", afirma a especialista.
Ela conta que o autotransplante, tratamento no qual é realizada uma quimioterapia mais intensa seguida pela infusão da medula do próprio paciente, é uma delas. A terapia com imunoterapia é outra. Com bons resultados apontados por estudos e pesquisas de referência global, o tratamento estimula o organismo do paciente a reconhecer e combater as células tumorais.
"De forma bastante simplificada, podemos dizer que os imunoterápicos desativam os receptores dos linfócitos e, assim, permite que as células doentes sejam reconhecidas. Isso faz com que o organismo volte a combater o tumor - e sem causar efeitos colaterais comuns a outras medicações habitualmente adotadas nos processos terapêuticos", finaliza Mariana Oliveira.
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