4 passos para começar a meditar sozinho
Escolha um ambiente tranquilo. O primeiro passo é criar um espaço que favoreça o recolhimento. Não precisa ser silencioso de forma absoluta, mas deve transmitir conforto e sensação de segurança. “O ambiente funciona como um convite para o sistema nervoso desacelerar. Quando o corpo se sente seguro, a mente tende a acompanhar”, explica.
Cuide da postura, sem rigidez. Manter a coluna ereta ajuda na atenção, mas sem tensão. A ideia não é forçar uma posição idealizada. “A postura serve para sustentar a presença, não para gerar desconforto. Se o corpo dói, a mente entra em estado de alerta”, orienta a instrutora.
Use a respiração como âncora. A respiração é o principal ponto de apoio da meditação. A recomendação é apenas observar o ar entrando e saindo, sem tentar controlar o ritmo. “A respiração é a ponte entre o corpo e a mente. Quando você a observa, o sistema nervoso começa a sair do modo de sobrevivência e entrar em estado de calma”, afirma Karí.
Abandone a ideia de certo ou errado. Um dos erros mais comuns é achar que meditar exige performance ou ausência total de pensamentos. “Não existe meditação perfeita. O foco é perceber um estado interno de presença e quietude, mesmo que os pensamentos ainda apareçam”, ressalta.