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Tratamento

Menopausa induzida: ginecologista explica condição vivida por Fabiana Justus

Ela ocorre quando a cessação da menstruação e a perda da função ovariana são causadas por tratamento médico, como quimioterapia ou cirurgia, e não por envelhecimento natural
Guilherme Sillva

Publicado em 

17 jul 2025 às 17:21

Publicado em 17 de Julho de 2025 às 20:21

Fabiana Justus
Fabiana Justus contou que foi induzida por sua ginecologista a entrar na menopausa Crédito: Reprodução @Fabianajustus
A influenciadora Fabiana Justus, de 38 anos, revelou que durante o tratamento contra o câncer foi induzida por sua ginecologista a entrar na menopausa. Ela contou que a prática serve para proteger os ovários durante o tratamento.
"Durante os tratamentos, os médicos induzem a menopausa para tentar proteger os ovários. Então, atualmente estou na menopausa precoce. Faz parte. A minha ginecologista explicou que tem mais ou menos 70% de chance de continuar assim para sempre e uns 30% de chance do meu corpo voltar ao normal após dois anos do transplante. Estou com esperança, vamos ver! Por enquanto, estou fazendo reposição hormonal”, explicou. 
menopausa é o fim permanente da menstruação e da capacidade reprodutiva da mulher, marcando o final da fase fértil. É um processo natural que ocorre geralmente entre os 45 e 55 anos, mas pode variar de mulher para mulher. “É o período em que ocorre a cessação definitiva da menstruação, marcando o fim da idade reprodutiva. É diagnosticada após 12 meses consecutivos sem menstruação”, explica Karin Rossi, ginecologista do Hospital Santa Rita.
No entanto, existe uma outra forma de menopausa, conhecida como menopausa induzida, que pode acontecer precocemente e de forma abrupta, muitas vezes como parte de tratamentos médicos complexos, como o realizado pela influenciadora, diagnosticada com leucemia mieloide aguda. “A menopausa medicamente induzida ou menopausa cirúrgica é resultado da cessação da menstruação e da função ovariana não como resultado do envelhecimento natural da mulher. Ela acontece por meio de cirurgia, com a remoção dos ovários, por radioterapia pélvica ou por quimioterapia”, pontua.
A médica ressalta que a menopausa induzida é recomendada quando há necessidade de interromper a função hormonal ovariana para proteger a paciente de efeitos colaterais hormonodependentes ou para evitar que o câncer se espalhe e volte a se desenvolver. Em alguns tipos de tumores de mama, por exemplo, reduzir a ação do estrogênio é essencial para o sucesso do tratamento. 
Nos casos de leucemia, o objetivo, geralmente, é preservar a fertilidade futura ou evitar danos permanentes ao sistema reprodutor durante o tratamento
Karin Rossi - Ginecologista
De forma semelhante à menopausa natural, a mulher que teve a menopausa induzida pode apresentar ondas de calor, suores noturnos, secura vaginal, alterações de humor, perda da libido e insônia. “Os sintomas tendem a ser mais intensos na menopausa induzida, já que a queda hormonal foi abrupta, sem o período de transição que normalmente ocorre na menopausa natural”, conta Karin Rossi.
Além da preservação da fertilidade, outro aspecto relevante da indução refere-se ao fato de que os hormônios ovarianos têm funções essenciais em vários sistemas do organismo, incluindo ossos, cérebro, pele e coração. “Quando há ausência desses hormônios, aumenta-se o risco de osteoporose, doenças cardiovasculares e distúrbios cognitivos, especialmente em mulheres mais jovens”, diz a médica.
Exceto para pacientes com contraindicações oncológicas e também vasculares, a reposição hormonal pode ser uma alternativa para evitar prejuízos à saúde em geral. No entanto, a possibilidade de retorno da função ovariana depende de fatores como a idade, o tipo de dose da quimioterapia utilizada e o tempo desde o fim do tratamento. “Em algumas situações, os ovários podem retomar sua função gradualmente.”
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