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Cirurgia

O que é e como funciona o retransplante renal, procedimento feito por Faustão

O procedimento é necessário quando o rim transplantado anteriormente deixa de funcionar, envolvendo busca por doador compatível e cirurgia com cuidados específicos
Guilherme Sillva

Publicado em 

08 ago 2025 às 18:07

Publicado em 08 de Agosto de 2025 às 21:07

Faustão publica vídeo em hospital
Fausto Silva foi submetido a um transplante de fígado combinado a um retransplante renal Crédito: Reprodução/Instagram/@joaosilva
O apresentador Fausto Silva foi submetido a um transplante de fígado nesta quarta-feira (6) combinado a um retransplante renal. O segundo procedimento estava planejado há um ano.
Segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (8), ambos os órgãos vieram de um único doador, considerado compatível pela Central de Transplantes do Estado de São Paulo. Internado desde 21 de maio por conta de uma infecção bacteriana aguda com sepse, Faustão vinha recebendo tratamento para controle da infecção e reabilitação clínica e nutricional, com o objetivo de estabilizar seu quadro antes das cirurgias.
Ao todo, Faustão fez quatro transplantes. Um de coração há dois anos, mais dois transplantes de rins (considerando o retransplante), e um de fígado.
O retransplante renal é necessário quando o rim transplantado anteriormente deixa de funcionar, envolvendo busca por doador compatível e cirurgia com cuidados específicos. O nefrologista Lauro Vasconcellos, da Rede Meridional, diz que quando o paciente faz um transplante, ele tem um tempo de duração e depois ele se submete ao segundo transplante. Algumas pessoas podem fazer até o terceiro transplante renal. "O procedimento é recomendado quando o primeiro transplante para de ter a função. O rim, por alguma razão, para de funcionar e o paciente precisa fazer outro transplante ou continuar na hemodiálise". 
O médico conta que a cirurgia é indicada quando o rim transplantado não exerce a função renal. "O paciente faz o transplante quando os dois rins não estão funcionando, ela tem risco de vida, vai para hemodiálise e fica na fila para o transplante. E esse órgão novo também tem um tempo de duração, que pode ser mais ou menos tempo. Se esse o novo o rim  foi colocado e de alguma forma ele perdeu a função, é necessário fazer um outro transplante", diz Lauro Vasconcellos.
O nefrologista Sergio Gobbi diz que a recuperação do segundo transplante é semelhante ao primeiro. "É importante lembrar que o paciente está mais debilitado e precisa de cuidados especiais relacionados as infecções. O paciente precisa manter um isolamento relativo".
Lauro Vasconcellos diz que é necessário avaliar o local que vai ser feito o transplante. Pode ser o mesmo local, se retirar o órgão antigo, ou pode ser feito no outro lado. "A pessoa continua com um rim que não está funcionando e coloca um outro. A segunda cirurgia pode ser feita em outro local do organismo".
As complicações cirúrgicas podem acontecer como em qualquer cirurgia. "Os perigos são de imediato, com relação a cirurgia, depois tem o pós-operatório, em que a imunossupressão, o remédio para evitar a rejeição, pode fragilizar o organismo. A infecção é o maior perigo que existe", reforça o médico. 
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