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Câncer de pâncreas

Oncologista explica sobre cuidados no pós-operatório de Edu Guedes

O pós-operatório é de alto risco, já que as taxas de complicações podem chegar a 50%
Redação de A Gazeta

Publicado em 

08 jul 2025 às 18:34

Publicado em 08 de Julho de 2025 às 21:34

Edu Guedes
Edu Guedes  foi submetido a uma cirurgia de remoção de um tumor no pâncreas Crédito: Reprodução @eduguedesoficial
O apresentador Edu Guedes foi submetido a uma cirurgia de remoção de um tumor no pâncreas. O procedimento, uma pancreatectomia robótica, foi realizado num hospital em São Paulo. Em nota, a equipe informou que a cirurgia teve duração de 6 horas e, segundo o médico, “o procedimento, apesar de complexo, transcorreu bem”. O chef e apresentador segue em recuperação.
"Edu Guedes foi submetido a uma cirurgia de emergência realizada pelo médico e cirurgião Dr. Joaquim de Almeida para remoção do cálculo devido suas complicações nos rins. Ao realizar mais exames específicos foi descoberto tumor no pâncreas, sendo necessária cirurgia de remoção".
Em recuperação, Edu deixou uma mensagem carinhosa para os fãs: "Esse não é o fim, mas sim um recomeço". A assessoria também informou que os próximos sete dias serão bastante delicados.

Como é o pós-operatório

O tratamento do câncer de pâncreas depende do estágio da doença. “Quando o tumor é detectado precocemente e ainda está localizado, a cirurgia de Whipple (pancreatoduodenectomia) é a principal abordagem e exige um pós-operatório complexo e multidisciplinar. No entanto, segundo Loureno Cezana, oncologista do Hospital Santa Rita, apenas cerca de 20% dos pacientes são candidatos à cirurgia no momento do diagnóstico. Outras formas de tratamento incluem quimioterapia e radioterapia, em alguns casos específicos.
Em relação ao pós-operatório da cirurgia de Whipple, o oncologista enfatiza que é de alto risco, já que as taxas de complicações podem chegar a 50%. "Os principais cuidados após a cirurgia incluem monitoramento em UTI nos primeiros dias, com rigoroso controle dos sinais vitais e da função orgânica, controle glicêmico, já que a função endócrina do pâncreas pode ser comprometida. Dependendo da recuperação gastrointestinal, opta-se por nutrição enteral precoce ou parenteral, fisioterapia respiratória para evitar complicações pulmonares e tromboses”, acrescenta.
É necessário, ainda, repor as enzimas pancreáticas quando o paciente tem insuficiência exócrina, além dos cuidados com a anastomose pancreática, hepática e gástrica para evitar fístulas e infecções
Loureno Cezana - Oncologista
Outro ponto importante é o seguimento ambulatorial, com exames de imagem, dosagem de marcadores tumorais, avaliação clínica e suporte nutricional.
Assim como todo pós-operatório, o de tumor no pâncreas demanda atenção, pois é possível surgir consequências como fístula pancreática, retardo do esvaziamento gástrico, podendo ser necessário o uso de sonda nasogástrica prolongada, infecção intra-abdominal ou de ferida por conta da cirurgia. O médico diz ainda que é possível que o paciente tenha hemorragias, tromboses, síndrome da má absorção intestinal - o que pode levar à desnutrição.
Mesmo após a ressecção cirúrgica, o tratamento adjuvante, de acordo com o médico, é indicado na maioria dos casos para reduzir o risco de recidiva locorregional ou metastática. Ele inclui sessões de quimioterapias, iniciadas de seis a 12 semanas após a cirurgia, além do uso de medicações e, em alguns casos, opta-se por radioterapia adjuvante também.
Como toda cirurgia, a retirada de parte de um órgão ou ele inteiro impacta diretamente na função endócrina e exócrina do mesmo. “Como consequência, o paciente pode desenvolver diabetes mellitus, insuficiência pancreática exócrina, com a má digestão de gorduras, diarreia, perda de peso e deficiências de vitaminas como a A, D, E e K. Há, também, o risco aumentado de hipoglicemia e hiperglicemia oscilante, exigindo ajuste frequente de insulina e dieta, além das alterações hormonais que interferem na motilidade intestinal e digestiva".
Não bastasse todo esse controle de taxas e de questões relacionadas ao funcionamento do organismo como um todo que impactam na qualidade de vida do paciente, o pós-operatório de um tumor de pâncreas traz sequelas psicológicas e emocionais, levando a cenários de depressão, ansiedade ou sofrimento psicológico clínico. “O acompanhamento com especialistas e o apoio familiar são fundamentais para ajudar na recuperação desse paciente”, observa Loureno Cezana.
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