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Cuidados

Saiba quando o mau hálito pode indicar algo mais sério

Há situações em que o mau hálito funciona como um sinal de alerta do organismo, indicando a presença de uma condição clínica subjacente
Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 out 2025 às 08:00

Publicado em 18 de Outubro de 2025 às 11:00

Mau hálito
O mau hálito é frequentemente associado à má higiene bucal, Crédito: Shutterstock
O mau hálito, ou halitose, é frequentemente associado à má higiene bucal, boca seca ou doenças na gengiva. No entanto, o que nem todos sabem é que o odor alterado da respiração pode ser também um indicativo de doenças sistêmicas mais sérias, especialmente quando persiste apesar dos cuidados básicos com a saúde oral.
“Na maioria dos casos, a halitose tem origem local, como saburra lingual, inflamação gengival ou baixa produção de saliva”, afirma Lígia Maeda, otorrinolaringologista especialista em halitose do Hospital Paulista. “Mas há situações em que ela funciona como um sinal de alerta do organismo, indicando a presença de uma condição clínica subjacente”, completa.
Entre os quadros clínicos que podem se manifestar por meio do mau hálito, a especialista destaca:
  • Diabetes descompensado: a presença de hálito cetônico (com odor adocicado ou semelhante a frutas fermentadas) pode ser um indício de cetoacidose diabética, uma complicação grave e potencialmente fatal.

  • Infecções pulmonares ou sinusais crônicas: secreções acumuladas nos seios da face ou nos pulmões podem alterar o cheiro do ar expirado.

  • Doenças gastrointestinais: refluxo ácido, gastrite ou disfunções hepáticas podem provocar odores característicos na respiração.
A médica conta que o ponto de atenção é quando o mau hálito persiste apesar de boa higiene oral, hidratação adequada e acompanhamento odontológico ou otorrinolaringológico básico. “Se o quadro vem acompanhado de sintomas como perda de peso, fadiga, febre ou alterações digestivas, é fundamental investigar", diz Lígia.

Avaliação multidisciplinar é essencial

Devido à variedade de possíveis causas, o diagnóstico da halitose persistente muitas vezes exige uma abordagem integrada. “Quando não encontramos uma causa evidente na cavidade oral, encaminhamos o paciente para avaliação com endocrinologista, gastroenterologista ou pneumologista, dependendo dos sintomas associados”, diz a médica.
A especialista também reforça que o mau hálito não deve ser ignorado ou tratado apenas com enxaguantes bucais e balas refrescantes. “Essas estratégias mascaram o problema, mas não resolvem a origem. O ideal é identificar a causa e tratar o que está por trás do sintoma”, orienta.
Para evitar preocupações desnecessárias, a médica recomenda observar a persistência do odor, sua intensidade e se há outros sintomas associados. Em muitos casos, o problema é reversível com mudanças simples, como reforço na escovação da língua, hidratação ou tratamento odontológico. “Mas quando a halitose resiste às medidas básicas e interfere na qualidade de vida ou no convívio social, vale a pena investigar mais a fundo”, conclui.
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