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Pesquisa do Procon

Dia da Moqueca Capixaba: preços de ingredientes têm variação de mais de 150%

Levantamento feito em supermercados e em peixarias da Capital detalha o valor de 21 produtos essenciais para o típico prato da culinária do Espírito Santo
João Barbosa

Publicado em 

30 set 2025 às 10:40

Publicado em 30 de Setembro de 2025 às 13:40

Moqueca capixaba
Pesquisa identificou preços dos ingredientes em diversos estabelecimentos de Vitória Crédito: Gabriela Carrara/Shutterstock
moqueca capixaba é celebrada em Vitória nesta terça-feira (30) devido a uma lei municipal instituída em 2012. A tradição desse prato tão típico da culinária do Espírito Santo, marcado pelo preparo na panela de barro e pela presença em restaurantes e em casas do Estado, ganhou um reforço prático neste ano com um levantamento do Procon Vitória, que detalha os preços dos principais itens que compõem a receita.
A pesquisa, feita em seis supermercados e em quatro peixarias da Capital, avaliou preços de 21 produtos, sendo 16 ingredientes de apoio, como temperos e acompanhamentos, e cinco tipos de pescado utilizados na moqueca. Entre os itens, há variações que ultrapassam 130% e 150%.
O objetivo do levantamento, feito nos dias 11 e 12 de setembro, segundo o Procon, é oferecer aos consumidores uma referência de preços para auxílio na economia doméstica e na tomada de decisões de compra. Vale salientar, no entanto, que os preços correspondem ao período da pesquisa e podem sofrer alterações em decorrência de promoções, descontos, pontuais e variações entre unidades da mesma rede de comércio, como pontua o órgão.

Variação impressiona

Segundo os dados do Procon, a maior diferença identificada foi no coentro, que apresentou variação de 150,94% entre os estabelecimentos pesquisados. Em reais (R$) a diferença é de R$ 2,40: o menor preço encontrado foi de R$ 1,59 e o maior foi de R$ 3,99. O valor, destaca a pesquisa, pode pesar na conta ao final das compras, já que o consumidor pode pagar mais que o dobro pelo mesmo produto, dependendo do local escolhido.
“Ainda entre os temperos, além do coentro, a salsa apresentou grande disparidade de preços, chegando a 136,09% de variação. A cebola registrou diferença de 67,45%, e a pimenta-malagueta, 61,95%”, revela o levantamento.

Confira a pesquisa completa abaixo:

Entre os pescados, as estrelas do prato, o dourado foi o peixe que apresentou maior variação nas peixarias de Vitória: 60,89%. O preço do quilo variou de R$ 24,80 a R$ 39,90. Já o robalo teve diferença de 27,55%, sendo o quilo mais barato encontrado por R$ 54,80 e o mais caro por R$ 69,90. Enquanto isso, o camarão sete-barbas variou 14,66% (R$ 34,80 a R$ 39,90) e o cação, 10,28% (R$ 38,90 a R$ 42,90).
Segundo o Procon, a coleta foi realizada presencialmente, e os itens considerados foram aqueles presentes em, pelo menos, dois locais visitados, sempre com a comparação de produtos idênticos para garantir confiabilidade.
O relatório destaca o menor preço encontrado em cada item e o respectivo estabelecimento, além de elaborar um ranking com os supermercados e peixarias que mais ofertaram preços competitivos, divulga o órgão.
O Procon ainda alerta a importância da pesquisa para a compra consciente e orienta os consumidores a adotarem práticas que podem fazer diferença no orçamento.

Dicas do Procon Vitória

Comparar preços entre estabelecimentos;
Avaliar a relação entre qualidade, peso e preço dos produtos;
Verificar procedência e validade dos itens;
Observar condições de armazenamento nos pontos de venda;
Utilizar listas de compras para melhor planejamento;
Aproveitar promoções que representem economia real.

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