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Na ponta do lápis

Quanto custa por mês um funcionário para as empresas?

A despesa vai depender do setor e até da cidade onde trabalha; além do salário bruto, devem ser considerados encargos como INSS e FGTS

Publicado em 03 de Outubro de 2025 às 11:38

Diná Sanchotene

Publicado em 

03 out 2025 às 11:38
Todos os meses os funcionários de uma empresa recebem os salários referentes aos trabalhos que realizaram durante 30 dias. Por outro lado, as obrigações com encargos e benefícios pagos pelo empregador também precisam ser consideradas, o que acaba por elevar os valores desembolsados pelas organizações.
O custo por funcionário vai depender sempre do tipo de empresa na qual ele trabalha, como lembra Flávia Rapozo, líder do Comitê de Conteúdo Qualificado de Governança, Riscos e Compliance do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF-ES). Segundo ela, isso acontece porque os sindicatos das categorias têm regras específicas para regular a relação contratual. Em resumo, o valor a pagar pela empresa é maior do que o ganho bruto do funcionário.
“Assim, uma empresa comercial tem custos diferentes de uma prestadora de serviços, por exemplo. Essa despesa também pode mudar de acordo com a cidade na qual a organização está sediada porque os sindicatos são locais”, explica Flávia.
A diretora de Pessoas, Cultura e Diversidade do Ibef-ES, Gisélia Freitas, complementa que, em 2025, o custo de um funcionário com carteira assinada pode ser de 70% a 100% acima do salário bruto, levando em conta encargos como Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) patronal, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), provisões de férias e 13º, além de benefícios como vale-transporte, alimentação, plano de saúde e outros que variam conforme o setor e o pacote oferecido pela empresa.
A executiva lembra que, além de ter custos diferentes, os setores também convivem com exigências inerentes à atividade. Ela cita como exemplo o setor comercial que apresenta uma taxa de rotatividade (turnover) mais elevada.
“Isso ocorre, geralmente, porque a atividade do comércio envolve trabalhar aos sábados e, às vezes, aos domingos. A rotatividade acaba sendo um custo que onera os gastos da empresa com a folha de pagamento, uma vez que contratar um empregado envolve gastos para selecionar, contratar, treinar, reter, e não somente os custos de rescisão”, exemplifica.
No setor industrial, a rotatividade é menor, no entanto, sofre maiores pressões dos sindicatos quanto ao ambiente disponibilizado para o exercício das atividades. “Isso pode envolver gastos com adequações nas instalações, pagamentos de insalubridade, entre outros gastos.”
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