A poucos dias da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, as vitrines e bancas das lojas já estão na paleta de verde e amarelo na Grande Vitória. Entre camisas, bandeiras, cornetas e acessórios temáticos, a procura parte desde as crianças até idosos. Em meio à diferença de preços nos diferentes estabelecimentos de Vitória, a reportagem de A Gazeta foi em busca da resposta para quem sonha com o hexa mundial: quanto custa garantir o visual nas cores brasileiras este ano?
Enquanto uma camisa oficial da Seleção Brasileira pode chegar a R$ 800 em lojas esportivas, acessórios vendidos por ambulantes e no comércio popular aparecem como alternativas mais acessíveis. Em alguns produtos, como camisas temáticas, a diferença de preço pode chegar a 166%. No Centro de Vitória, por exemplo, é possível encontrar modelos a partir de R$ 30, mas, na internet, blusas similares são vendidas por até R$ 79,99.
Diante da variação nas etiquetas, os capixabas ainda parecem estar segurando as compras e apostando em "só dar uma olhada". É o caso de Martha Broco, que prefere garantir que está fazendo o melhor negócio antes de comprar. "Nós vamos fazer uma vaquinha para decorar a rua e ainda estamos começando a pesquisar. Porém, já achamos alguns artigos com um preço bem bacana. Por isso já vamos levar", disse.
Apesar do movimento visível nas ruas, o comércio projeta que o verdadeiro pico de consumo ainda está por vir. De acordo com a responsável pelo marketing do Atacado São Paulo, Raphaele Santos, há a previsão de aumento nas vendas de até 15% a partir desta quinta-feira (11), quando a Copa do Mundo terá início – a estreia do Brasil vai acontecer no próximo sábado (13), contra o Marrocos.
“Nós estamos com itens para a Copa desde abril. Começamos com uma sessão bem pequena e agora vamos expor mais produtos na frente da loja. O nosso item mais procurado é a corneta. Já tivemos até que renovar o estoque. Outra estratégia que aumentou bastante as vendas foi a comercialização do álbum da Copa e das figurinhas oficiais”, afirma Raphaele.
Na loja Central de Aviamentos, o gerente comercial Humberto Loss também sente o mercado ainda morno, mas acredita que o desempenho da Seleção Brasileira nas partidas vai impulsionar a movimentação. “Para o mês de junho, esperamos de 15 a 20% de aumento nas vendas. A demanda cresceu um pouco depois da convocação (em maio). À medida que vão chegando os jogos, o movimento vai subindo”, prevê.
E a expectativa não é só para os grandes estoques. A comerciante ambulante Maria da Glória Viana, que trabalha no Centro de Vitória há dez anos, aposta nas camisas temáticas, nos bonés, em brincos e chinelos decorados para a Copa. A variedade serve para atrair clientes como Ester Cristine, que faz questão de garantir seus adereços no comércio de rua. "Vou pelas pessoas que eu conheço, igual a Maria. Vou comprar dela", afirma a consumidora.
Média de preços em Vitória
Para auxiliar o consumidor a planejar o orçamento e evitar gastos impulsivos, um levantamento foi realizado com os produtos mais procurados. Acompanhe o comparativo detalhando a média de valores atuais e as variações de preços encontradas no comércio para fazer compras mais conscientes.
Na tabela abaixo, você encontra a média de preços encontrados em diferentes lojas ou marketplaces em plataformas na internet na última semana de maio.
Alerta aos consumidores
Além das diferenças de preços, os consumidores também precisam ficar atentos na hora da compra, principalmente em plataformas online e redes sociais. O Procon-ES orienta que o público pesquise valores, confira a procedência dos produtos e desconfie de ofertas muito abaixo do mercado, especialmente em itens oficiais da Seleção Brasileira.
A diretora geral do Procon-ES, Letícia Coelho, deu algumas dicas para quem não quer cair em ofertas muito vantajosas e em preços abusivos. “A pesquisa prévia é fundamental para evitar cobranças excessivas e compras por impulso. Além disso, ao comprar pela internet, é importante verificar o CNPJ do fornecedor, a reputação, os comentários e histórico de vendas”, disse.
De acordo com a diretora, a alta demanda não justifica a prática de preços abusivos. O alerta também se estende a produtos falsificados ou réplicas não autorizadas. A comercialização desses itens pode configurar crime de pirataria e gerar prejuízos aos clientes, além de resultar em multas e sanções administrativas aos lojistas.