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Violência

Pizza, açaí e marmita: vítimas de violência usam 'códigos' para pedir socorro no ES

Mulheres ligam para a Polícia Militar e simulam conversas que escondem, na verdade, um pedido de socorro contra agressões

Publicado em 15 de Agosto de 2025 às 10:14

João Barbosa

Publicado em 

15 ago 2025 às 10:14
Operadora do Ciodes
Operadora do Ciodes Crédito: Sesp/Divulgação
Uma ligação para o 190, da Polícia Militar do Espírito Santo, começa com um pedido inusitado: “Queria uma marmita”. À primeira vista, poderia ser um engano. Mas, na verdade, é o código usado por uma mulher para denunciar que está sendo vítima de violência doméstica. Em outras ligações, o disfarce é pedir pizza, açaí ou até medicamentos. Do outro lado da linha, atendentes treinados identificam o sinal, fazem perguntas rápidas e diretas e acionam, o mais rápido possível, equipes policiais para socorrer a vítima. 
No início de agosto, mês que marca o aniversário da Lei Maria da Penha, um caso inusitado no Mato Grosso do Sul ganhou repercussão nacional após uma mulher pedir dipirona para denunciar que estava sendo agredida pelo marido. O caso não é isolado. No Espírito Santo, por exemplo, só de vítimas de violência doméstica são cerca de 8 mil ligações recebidas pelo 190, telefone da Polícia Militar, todos os meses. Em 2024, o acumulado desse tipo de chamada para o 190 foi superior a 71 mil. No Estado, um dos principais caminhos para vítimas em busca de amparo é o Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes), órgão que recebe as ligações em telefones de emergência como o 190 e o 193, encaminhando as ocorrências para diversas forças de segurança pública. Ouça a reportagem especial de João Barbosa.
Vítimas de violência usam códigos para pedir socorro no ES

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