Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Um jogo chamado democracia, o governo do povo
Walber Gonçalves de Souza

Um jogo chamado democracia, o governo do povo

Precisamos reconhecer que ao escolher não podemos garantir que as escolhas se efetivaram em sucesso ou fracasso

Publicado em 14 de Novembro de 2018 às 14:36

Públicado em 

14 nov 2018 às 14:36

Colunista

Walber Gonçalves de Souza*
Democracia ao pé da letra significa governo do povo para o povo. Portanto, segundo os princípios democráticos, caberá ao povo escolher quem o governará. É justamente o ato de escolher que fará a diferença, pois vencerá aquele que for o mais escolhido: na prática, o mais votado. Portanto, que tenhamos claros os motivos das nossas escolhas, algo difícil na era da manipulação midiática. Por isso é preciso estar atento à qualidade da informação.
Historicamente, percebemos uma semelhança imensa entre os discursos dos ganhadores e dos derrotados. Os primeiros engrandecem a população, bajulam a escolha feita, demonstram toda a felicidade. Já os derrotados sempre procuram uma forma de justificar o fracasso e na maioria das vezes culpam o povo pela sua incapacidade de saber escolher.
Agora, precisamos reconhecer que ao escolher não podemos garantir que nossas escolhas se efetivaram em sucesso ou fracasso. Muito menos deveríamos ser julgados por nós mesmos, caso contrário a democracia vai perdendo o sentido.
Escolher não é sinônimo de acerto ou derrota, mas é apostar. Ainda mais no Brasil que na maioria das vezes sempre estamos escolhendo aquele que acreditamos ser o menos pior. Uma sina de uma democracia que vive seu processo de construção. Assim, o ganhador que não governa para todos e o derrotado que não aceita a derrota, no fundo transformam a democracia em uma ditadura disfarçada, pois só quer contemplar o seu grupo. E isto é inconcebível.
Acredito que a pior derrota para a democracia seria a unanimidade, pois com ela perde-se a discussão, o contraditório, a possibilidade de mudança, gera-se um quadro de dominação, de perpetuação do poder, de controle de tudo e de todos.
O maior legado da democracia é acreditar que quem perdeu hoje, pode ser o grande vencedor amanhã e vice-versa. A democracia permite a alternância de poder, algo muito benéfico e salutar para qualquer sociedade. Acreditar nestas possibilidades é o que faz a democracia existir e perdurar.
Num país em que seus habitantes dizem defender a democracia, respeitar a escolha do outro, torna-se uma atitude democrática. Como diria ironicamente Millor Fernandes: “democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim”. Só não esqueçamos que a escolha não nos redime de sermos cidadãos. E isto implica em ter zelo, em aplaudir e/ou, se for o caso, a coragem de cobrar e reconhecer que a escolha foi equivocada, que não se traduz naquilo que se esperava. Afinal, no futuro poderemos escolher novamente na esperança de acertar.
É professor e escritor*

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Escassez de combustível afeta a Rússia, mas será suficiente para fazer Putin mudar de estratégia na Ucrânia?
Vídeo que circula nas redes sociais mostra um torcedor argentino imitando um macaco na frente um homem negro em Morro de São Paulo, destino turístico no Sul da Bahia
Argentino que imitou macaco para homem negro tem prisão decretada na BA
Viatura da Polícia Civil de São Paulo
Motorista atropela motociclista e passa por cima de vítima ao fugir em SP

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados