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Mirela Souto

É preciso mudar as atitudes com a água

A desigualdade na distribuição de água irá se agravar, assim como os desastres ecológicos

Publicado em 21 de Março de 2018 às 16:48

Públicado em 

21 mar 2018 às 16:48

Colunista

A ONU celebra o Dia Mundial da Água em 22 de março e, neste ano, o tema envolverá soluções baseadas no meio ambiente para gestão dos recursos hídricos. A campanha “A resposta está na natureza”, das Nações Unidas, aborda estratégias de restauração e preservação ambiental, cujo foco é a proteção do ciclo da água e, consequentemente, a qualidade de vida de todos.
Até 2050, a população global terá aumentado em 2 bilhões de indivíduos, e a demanda por água poderá crescer em até 30%. Por incrível que possa parecer, 1,8 bilhão de pessoas consomem água de fontes sem alguma proteção e mais de 80% das águas residuais geradas por atividades humanas - incluindo o esgoto caseiro – são despejadas no meio ambiente, sem tratamento ou reutilização.
Hoje, 1,9 bilhão de indivíduos vivem em áreas que poderão ter escassez severa de água. Até 2050, o número pode chegar a cerca de 3 bilhões. A situação é preocupante, todos sabemos, mas o que estamos fazendo para mudar? Essa é a principal pergunta ou só daremos valor à água quando ela acabar?
Muito se fala em consumo dos recursos hídricos e a agricultura é a atividade econômica que mais consome água, com 70% de utilização, destacando-se a irrigação das plantações. Em áreas urbanas, a indústria responde por 20% da água utilizada em atividades humanas, e o uso doméstico representa apenas 10% do total. A proporção de água potável que é bebida pela população equivale a menos de 1%. As transformações do clima e a persistência de padrões insustentáveis de produção, além da poluição, atestam uma verdade: a desigualdade na distribuição de água irá se agravar, assim como os desastres ecológicos.
Pessoas que moram em zonas de risco para enchentes devem despertar a consciência ecológica, pois não é mais possível aceitar o descarte de lixo a esmo em vias públicas. O lixo que jogamos na natureza, ou na via pública, retorna para a cidade ou para as nossas casas em forma de enchentes, pois entopem esgotos e causam transtornos no cotidiano urbano.
Um resíduo que requer muita atenção na hora do descarte é o óleo de cozinha. Na reciclagem de 2,5 milhões de litros de óleo, por exemplo, é possível preservar 50 bilhões de litros de água, sendo suficientes para o consumo de um milhão de pessoas durante um ano. O principal desafio é sensibilizar as pessoas sobre o quanto é importante descartar corretamente o óleo, evitando a contaminação de mananciais e a obstrução das redes de esgoto. O tema “A resposta está na natureza”, da ONU, é uma reflexão abrangente, pois se também fazemos parte da natureza e somos a única espécie a degradá-la, a resposta quanto à gestão da água também está em cada um de nós.
*A autora é gestora de comunicação institucional e participante do 8º Fórum Mundial da Água
 

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