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Tecnologia

3ª Guerra Mundial: disputa por drones e soldados comandados como videogame

Outra guerra que avança é com ciberataques. Com a digitalização de todos os processos, tudo agora é comandado por software, armazenado em computadores ou na nuvem e passível de invasão de hackers

Publicado em 25 de Janeiro de 2020 às 04:00

Públicado em 

25 jan 2020 às 04:00
Evandro Milet

Colunista

Evandro Milet

evandro.milet@gmail.com

Soldados do futuro diante do avanço da tecnologia Crédito: Divulgação
Einstein dizia que não sabia como seria a Terceira Guerra Mundial, mas que a quarta seria com paus e pedras. No livro "O novo iluminismo", Steven Pinker traça um retrato otimista mostrando que, apesar de uma sensação ruim generalizada, a humanidade nunca esteve tão bem. Depois de Hiroshima e Nagasaki, nenhuma outra bomba nuclear foi lançada contra um país, apesar de vários possuírem essa arma. Todos sabem que ninguém venceria essa guerra, como Einstein sugere.
Porém, algumas novas espécies de guerra estão em curso. O drone americano que matou o general Soleimani no Iraque foi comandado remotamente dos EUA com precisão cirúrgica. Sinaliza que as próximas guerras - pelo menos de um dos lados - podem ser travadas sem soldados e comandadas com joysticks como os vídeo games. Ou com soldados robôs humanóides, drones, muita inteligência artificial e espionagem cibernética.
Outra guerra que avança rápida e sorrateiramente é com ciberataques. Com a digitalização de todos os processos, tudo agora é comandado por software, armazenado em computadores próprios ou na nuvem e, portanto, sujeito à invasão de hackers. As redes de eletricidade podem ser invadidas, como aconteceu até em Vitória entre 2005 e 2007, conforme relato surpreendente no livro "Future Crimes", do especialista americano em segurança da Singularity University, Marc Goodman.
Imaginem o estrago que pode ser provocado por sinais de trânsito apagados por muito tempo e indústrias, hospitais, sistema financeiro, escolas, comércio, elevadores, geladeiras, TVs, telefones e computadores sem funcionar. Sistemas de defesa e controle de voos podem ser interrompidos. Sistemas de abastecimento de água podem ser adulterados na sua química. Um apagão caótico com consequências de uma bomba atômica sem a radiação e com enorme dificuldade de se localizar a autoria.
Einstein teria agora a resposta sobre como seria a Terceira Guerra Mundial, não com paus e pedras como a quarta, mas com bits e bytes. E ela pode já estar em curso, sem alarde e com batalhas cibernéticas subterrâneas memoráveis acontecendo e relatadas em "Future Crimes". Assustador!

Evandro Milet

É consultor e palestrante em Inovação e Estratégia. Neste espaço, novidades e reflexões sobre mercado de trabalho e tecnologia têm sempre destaque.

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