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Mudanças globais

Ações do homem contra o meio ambiente teriam o poder de modificar o clima?

O aumento de temperatura nas regiões metropolitanas é incontestável. É o ônus da concentração da população nessas regiões, do progresso e do conforto demandado pela sociedade moderna

Publicado em 17 de Dezembro de 2019 às 04:00

Públicado em 

17 dez 2019 às 04:00
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes

luizcarlos@metronengenharia.com.br

Aquecimento global Crédito: Divulgação
O aumento de temperatura nas regiões metropolitanas é incontestável. Cidades mundo afora estão mais quentes e continuam esquentando. É o ônus da concentração da população nessas regiões, do progresso e do conforto demandado pela sociedade moderna. Decorre principalmente das fontes emissoras de gases poluentes e de calor, como o excesso de carros, máquinas industriais, asfalto, edifícios envidraçados, menor circulação do ar etc.
Mas o aquecimento das cidades – que ocupam menos de 0,3% da superfície do globo – teria condições de se expandir para os 99,7% não urbanos a ponto de provocar um aquecimento global? Está o planeta subordinado às ações do homem ou o homem ao planeta?
O renomado climatologista americano Don Easterbrook, professor emérito da Western Whashington University, PhD, afirma que a humanidade e a crescente emissão de carbono e outros gases do efeito estufa nada têm a ver com aquecimento global; que a Terra passa por constantes ciclos de aquecimento e resfriamento com duração aproximada de 30 anos; e que o discurso alarmista é uma estratégia de grupos interessados em obter dinheiro e poder junto à ONU.
Da mesma forma que o homem não tem o poder de evitar uma tempestade, um tsunami ou um terremoto – fenômenos da natureza – não tem o poder de provocar a mudança do clima do planeta. Os professores doutores e pesquisadores brasileiros nesta especialidade, Luiz Carlos Molion e Ricardo Augusto Felicio, também pensam assim.
Estudo recente da Nasa (2015) mostrou que a Antártida está ganhando mais gelo e não perdendo, como alguns apregoam. Em 2018, a cidade de Nova York enfrentou o maior frio já registrado em todos os tempos. E, no início deste mês, mais de três mil voos foram cancelados nos Estados Unidos devido às fortes nevascas provocadas por uma grande massa polar que atingiu a região Leste do país.
Os que assistiram ao "Jornal Nacional" de 2 de dezembro deste ano puderam observar o enorme contraste entre duas notícias divulgadas naquela edição: uma, sobre a Conferência do Clima, em Madri, com incisivos depoimentos em defesa da tese do aquecimento global; outra, mostrando os transtornos enfrentados pelos nova-iorquinos com imagens do grande volume de neve obstruindo as ruas da cidade.
Diante de recordes de temperaturas negativas em várias partes do mundo e de notícias tão contrastantes, não seria o caso de os ativistas/defensores da tese do aquecimento global se empenharem em esclarecer contrastes como este? Ao que parece, os “aquecimentistas” preferem o silêncio!

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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