Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Anuário
  • Crise de preços do petróleo e pandemia atrasam projeto bilionário no ES
Navio-plataforma de produção FPSO Cidade de Anchieta operando na Bacia de Campos, no Litoral Sul do Espírito Santo
Navio-plataforma de produção FPSO Cidade de Anchieta operando na Bacia de Campos, no Litoral Sul do Espírito Santo Cidade de Anchieta Tais Peyneau Agência Petrobras
Energia

Crise de preços do petróleo e pandemia atrasam projeto bilionário no ES

Petrobras, após anunciar que novo navio no Litoral Sul só chegará em 2024, afirma que produção na região é uma das prioridades

Caroline Freitas

Repórter

cfreitas@redegazeta.com.br

Publicado em 03 de Dezembro de 2020 às 00:30

Publicado em

03 dez 2020 às 00:30
Navio-plataforma de produção FPSO Cidade de Anchieta operando na Bacia de Campos, no Litoral Sul do Espírito Santo
Navio-plataforma de produção FPSO Cidade de Anchieta operando na Bacia de Campos, no Litoral Sul do Espírito Santo Crédito: Cidade de Anchieta Tais Peyneau Agência Petrobras
O Litoral Sul do Espírito Santo, pelo menos nos próximos anos, deve se manter no projeto de investimentos da Petrobras. Grandes produtores de óleo e gás, os poços capixabas na Bacia de Campos estão a salvo do movimento de vendas de ativos que a companhia tem feito no Estado.
Para especialistas, essa área que tem comprovadamente grandes volumes de petróleo no pós e no pré-sal precisa receber novas companhias para não ficar na dependência da estatal brasileira, que, diante da crise da pandemia, acabou desacelerando a produção na região e retardou a chegada de um novo navio-plataforma.
Em setembro passado, a estatal confirmou em comunicado ao mercado que está reduzindo e revendo seus investimentos e que vai vender mais ativos, tendo uma atuação ainda mais voltada para os campos que garantem mais lucratividade.
A empresa atingiu, em maio de 2020, a marca de 1 bilhão de barris de óleo produzidos no Parque das Baleias, na porção capixaba da Bacia de Campos.
É nessa localização que a empresa quer se concentrar no Estado. Os campos dessa área - que foram unificados e considerados uma única fonte de petróleo, sendo chamados de Novo Jubarte - ficam entre as cidades de Presidente Kennedy e Piúma.
A Petrobras deve instalar na região uma nova embarcação em 2024. O FPSO Integrado Parque das Baleias deve interligar 25 poços, entre novos e outros em operação. Quando estiver operando, a embarcação deve produzir 100 mil barris de óleo.
O projeto foi adiado em função do choque de preços na guerra do petróleo, agravada pela crise do novo coronavírus. Entretanto, a instalação do FPSO - que demandará contratação de peças subea, algumas feitos no Estado, e também de serviços - ainda é visto com otimismo. O processo de licitação para afretar a plataforma, por exemplo, já foi reaberto.
O edital, publicado em outubro, prevê à empresa contratada o afretamento e a operação da unidade durante a vigência do contrato. As propostas deverão ser entregues até o dia 17 de março de 2021.
O diretor-executivo de Relacionamento Institucional da Petrobras, Roberto Furian Ardenghy, em reunião com o governo do Estado, transmitida pelas redes sociais, reforçou o compromisso do investimento e garantiu que a empresa vai continuar operando no Estado.
“Hoje, nós estamos olhando o mercado de petróleo do Brasil com a perspectiva internacional, mas o Espírito Santo é um Estado que permanece nas prioridades da Petrobras. O projeto do Parque das Baleias está no portfólio e na carteira de investimentos da empresa, e quero reiterar a nossa intenção de não só permanecer no Estado como também, cada vez mais, podermos apoiar e desenvolver projetos de exploração de petróleo no Espírito Santo.”
Para o especialista em petróleo e gás, Durval Vieira de Freitas, da DVF Consultoria, apesar de o investimento ter potencial para resultados positivos, é preciso focar não apenas na Petrobras, mas também na atração de novos negócios. “É preciso investir em tecnologia, e na perfuração de novos poços, se quisermos realmente aumentar a produção. Não podemos depender de apenas uma empresa.”

SUCATAS VIRAM CHANCE DE RENDA

Com a eventual chegada do novo FPSO, deve ocorrer a desmobilização do navio Capixaba, que atua em 7 poços. A ideia é que a nova embarcação assuma, além desses pontos, outros quatro, totalizando 11, sendo 7 produtores e quatro injetores.
O empreendimento terá papel fundamental para abrir oportunidades para a cadeia de fornecedores do Estado, principalmente para empresas como o Estaleiro Jurong e Imetame. Com o novo processo de licitação para afretamento do navio-plataforma, a empresa que ganhar a concorrência poderá comprar o casco do navio no exterior e contratar as duas ou uma dessas empresas para a instalação de módulos e fornecimento de peças.
O descomissionamento – processo de desativação de plataformas antigas e de retirada da estrutura do mar– da FPSO Capixaba - também deve trazer muitas oportunidades para o Espírito Santo, criando empregos, atraindo investimentos e demandando vários serviços e itens de diversas empresas fornecedoras.
Dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostram que o Estado tem 19 planos de descomissionamento, que podem gerar quase R$ 600 milhões em negócios.

A Gazeta integra o

Saiba mais
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados