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Intervenções emergenciais de recuperação de trechos, na BR-262, principalmente os afetados pelas fortes chuvas do fim de 2019 e início de 2020
Intervenções emergenciais de recuperação de trechos, na BR 262, são realizadas para solucionar estragos feitos pelas chuvas em 2020 Luciney Araújo
Infraestrutura

Futuro da BR 262 no ES e em MG está nas mãos da iniciativa privada

Processo para concessão da rodovia federal prevê contrato inovador capaz de atrair capital estrangeiro para financiar quem vencer o leilão

Caroline Freitas

Repórter

cfreitas@redegazeta.com.br

Publicado em 03 de Dezembro de 2020 às 03:00

Publicado em

03 dez 2020 às 03:00
Intervenções emergenciais de recuperação de trechos, na BR-262, principalmente os afetados pelas fortes chuvas do fim de 2019 e início de 2020
Intervenções emergenciais de recuperação de trechos, na BR 262, são realizadas para solucionar estragos feitos pelas chuvas em 2020 Crédito: Luciney Araújo
Apesar de necessária, a ampliação da malha férrea não é a única ponta solta a ser amarrada ao longo do trajeto por infraestrutura adequada no Estado. No conjunto de pacotes para eliminar gargalos logísticos, investimentos no setor aéreo, bem como em rodovias, também são esperados.
Demanda antiga, a concessão da BR 262, no Espírito Santo, junto à BR 381, em Minas Gerais, pode estar prestes a sair do papel. Em visita ao Espírito Santo em outubro de 2020, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse que o leilão depende somente da liberação do Tribunal de Contas da União (TCU). “Saindo o ‘ok’ do TCU, a gente lança o edital”. E completou:
"O Estado vai ter ferrovia, vai ter rodovia, vai ter aeroporto, ou seja, a infraestrutura vai chegar aqui com força para impulsionar o crescimento do Espírito Santo, que está com contas ajustadas e com potencial enorme para o desenvolvimento"
Tarcísio de Freitas - Ministro da Infraestrutura
As BR 381 e 262 são importantes conexões rodoviárias também para o Estado mineiro, interligando Belo Horizonte a polos produtivos, como o Vale do Aço, Leste de Minas e Zona da Mata.

686,1 km

EXTENSÃO DOS TRECHOS DA BR 262 E BR 381 QUE IRÃO A LEILÃO
O trecho a ser leiloado tem extensão de 686,10 km, compreendendo os trechos da 381, de Belo Horizonte a Governador Valadares; e do entroncamento dessa BR, em João Monlevade com a 262, e do cruzamento dessa última com a BR 101, em Viana, segundo o plano de outorga do Ministério da Infraestrutura.
Tarcísio de Freitas é ministro da Infraestrutura
Tarcísio de Freitas é ministro da Infraestrutura Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O investimento total será na casa de R$ 7,7 bilhões em melhorias e outros R$ 6,9 bilhões em custos operacionais. Os números por rodovia e Estado ainda não foram informados.
Entre as principais obras, estão 590 km de duplicação, 138 km de faixas adicionais, 131 km de vias marginais, 50 passarelas e o contorno de Manhuaçu/MG.
Além disso, está prevista a implantação de serviço de apoio aos usuários, com sistema de pedágio e vigilância. Ao todo, serão 11 praças de pedágio distribuídas entre Minas Gerais e Espírito Santo. Em média, a cada 70 quilômetros, haverá uma unidade.
Além de encurtar o tempo de viagem, o que deve atrair mais cargas ao Estado, e permitir maior volume de escoamento de mercadorias para outros locais, as intervenções vão tornar pistas mais seguras, o que deve reduzir o número de acidentes, e aumentar, também, o fluxo de turistas.
Os investimentos foram elogiados pelo secretário de Estado de Desenvolvimento, Marcos Kneip Navarro, segundo o qual, com muito esforço, o Espírito Santo está conseguindo destravar barreiras seculares no sistema logístico. “O Estado ficou muito tempo sem ser contemplado pelos investimentos federais. Mas, finalmente, tivemos avanços e os projetos começam a sair do papel, como já aconteceu com o Cais de Atalaia, o TVV, e vão continuar acontecendo.”
O secretário destacou que o Estado tem vocação logística, e a própria localização contribui. Mas, para ganhar em competitividade, é preciso ter modais bem estruturados.
Um dos diferenciais do modelo de concessão da 262 é que ele vai permitir a inclusão de financiador no projeto. O contrato tripartite (firmado entre financiador, concessionário e governo federal) será opcional, mas será uma das formas de viabilizar o empreendimento. Uma das vantagens é que grandes investidores estrangeiros podem se interessar pelo negócio, o que pode garantir a entrega da obra no prazo diante das cobranças dos sócios.

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