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Porto de Vitória recebe navio com maior comprimento de sua história
Porto de Vitória recebe navio com maior comprimento de sua história Vitor Jubini
Infraestrutura

Portos do Espírito Santo entram no mapa dos gigantes do mar

Privatização da Codesa, concessão do Porto de Vitória e investimentos bilionários em novos complexos portuários vão elevar o potencial logístico e colocar o Estado na rota das empresas internacionais

Caique Verli

Repórter

cvsousa@redegazeta.com.br

Publicado em 03 de Dezembro de 2020 às 02:50

Publicado em

03 dez 2020 às 02:50
Porto de Vitória recebe navio com maior comprimento de sua história
Porto de Vitória recebe navio com maior comprimento de sua história Crédito: Vitor Jubini
Brigando há muito tempo para destravar complexos portuários, os próximos anos prometem ser de muita colheita para o setor no Espírito Santo. A expectativa é que projetos importantes para o desenvolvimento do Estado saiam do papel para transformar o sistema logístico capixaba como referência no transporte de cargas em todo o Brasil.
Entre os principais projetos esperados estão o Porto Central e os terminais da Imetame em Aracruz. O setor empresarial também tenta viabilizar uma proposta em São Mateus.
Outra mudança relevante para a economia local é o processo de desestatização da Companhia Docas do Espírito Santo, a Codesa, que também deve atrair investimentos bilionários para o Porto de Vitória e também para o terminal de Barra do Riacho - área greenfield em Aracruz, no Litoral Norte, com grande potencial comercial por sua proximidade com a linha ferroviária da Estrada de Ferro Vitória a Minas.
O secretário de Estado de Desenvolvimento (Sedes), Marcos Kneip Navarro, reforça que esses empreendimentos vão contribuir para o desenvolvimento de regiões do Espírito Santo.
“É muito importante principalmente pelas questões regionais envolvidas. Vai permitir o fortalecimento e o desenvolvimento de algumas cidades. Com esses investimentos, a gente consegue transformar o Espírito Santo cada vez mais em um Estado de excelência na logística brasileira”, afirma.

R$ 1 bilhão

EM INVESTIMENTO ESTÁ PREVISTO COM A PRIVATIZAÇÃO DA CODESA
Com a sinalização do governo federal de concretizar a privatização da Codesa com leilão ainda em 2021, os Portos de Vitória e da Barra do Riacho devem ganhar melhorias em sua infraestrutura. Estudo da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes) prevê que, com a venda da companhia, será investido R$ 1 bilhão nos terminais.
Data: 15/10/2019 - Vitória - ES - Porto de Vitória durante durante pôr do sol - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZ
Porto de Vitória está na mira dos investimentos Crédito: Vitor Jubini
A desestatização, de acordo com o Ministério da Infraestrutura, tem como objetivo modernizar a gestão portuária. A negociação da empresa - pequena diante das outras companhias docas - é apontada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, como um exemplo que será seguido para promover essas iniciativas em outros complexos portuários do Brasil. O modelo usado será misto, com a venda da empresa para a iniciativa privada e a concessão das atividades portuárias.
A empresa que vencer a licitação terá o direito de administrar por 35 anos o Porto de Vitória e explorar, no mesmo prazo, o Terminal de Barra do Riacho. Este, inclusive, é visto como a menina dos olhos para o leilão por conta da possibilidade de receber navios maiores.
Após a conclusão dos estudos sobre a desestatização, o projeto também passa por audiências públicas, nas quais são ouvidos os representantes da sociedade civil, dos trabalhadores portuários e do setor produtivo.
São envolvidos nesses estudos os seguintes órgãos ligados ao governo federal: a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o Ministério da Infraestrutura, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Economia.
A expectativa é publicar o edital até o início de julho de 2021. Já o leilão na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) está previsto para setembro ou outubro do próximo ano, segundo informou o presidente da Codesa, Júlio Castiglioni, no painel “Reforma Portuária”, no 1º Congresso Nacional de Direito Marítimo, Portuário e Aduaneiro, em setembro.

R$ 500 milhões no TVV

TERMINAL PORTUÁRIO NA CIDADE ESTÁ INVESTINDO
Além da privatização da Codesa, o Porto de Vitória tem passado por outras reformulações. Recentemente, foi inaugurado no local o Cais de Atalaia, próximo a Capuaba, em Vila Velha, para atender principalmente a navios com cargas de fertilizantes e outros combustíveis. O local também será fundamental para ampliar o escoamento de produtos do agronegócio, ferro gusa, entre outras mercadorias sólidas.
O Porto de Vitória ainda receberá investimentos de R$ 128 milhões para a instalação do já licitado Terminal de Granéis Líquido, localizado em Vila Velha, além de R$ 100 milhões em obras pela empresa Liquiport, próximo a Paul, na mesma cidade.
Integrante do Porto de Vitória, o Terminal de Vila Velha (TVV) também terá sua atuação ampliada, dando ainda mais força às operações na Baía de Vitória. A Log-in Logistic, controladora da área, vai investir ao longo da concessão R$ 500 milhões, sendo R$ 120 milhões até 2022. O novo contrato dará mais segurança ao projeto de privatização da Codesa.
A empresa assinou contrato de renovação antecipada com a Codesa e o Ministério da Infraestrutura para operar por mais 25 anos. O prazo de arrendamento da área chegava ao fim em 2023. “Os outros R$ 434 milhões serão aplicados até 2048”, explicou o diretor do TVV, Ilson Hulle, em evento para formalização do direito da companhia de explorar o espaço.
O terminal é o único a operar contêineres no Estado. “O investimento vai aumentar a capacidade do porto, que hoje é de 268 mil contêineres por ano, para 368 mil contêineres por ano. É um passo importante e, com apoio do Ministério da Infraestrutura, a gente vai ter passos ainda mais largos em direção à solução da necessidade de infraestrutura do Espírito Santo”, explicou o governador Renato Casagrande durante a assinatura do termo em outubro de 2020.

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