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Artigo de Opinião

Política

Cidadãos não podem se submeter a práticas de retrocesso que vêm das urnas

O resultado das urnas foi uma resposta emocional de um grupo que foi aceito como sendo a "voz do povo"

Publicado em 16 de Março de 2019 às 02:18

Publicado em 

16 mar 2019 às 02:18
Eleitores e urna eletrônica
Lucimara Rizzoli e Paulo Brandão*
A “promessa” de “mudança”, “sem viés ideológico”, com a roupagem da “nova política”, e outros significantes vazios, embalaram discursos inflamados e disputas sem conteúdos, que alçaram ao centro do poder um novo governo. Por meio das redes sociais e das “fake news”, tornando a mentira institucionalizada, o grupo que hoje comanda o país se preocupou em ganhar as eleições a qualquer custo.
O resultado das urnas foi uma resposta emocional de um grupo que foi aceito como sendo a “voz do povo”. No entanto, a esquizofrenia governamental que reúne ministros que representam o fundamentalismo religioso, produtor de “laranjais”, moralistas com função de higienização social, a base da bala e da autorização para matar e um economicismo ultraliberal já estão produzindo muitas consequências nefastas, principalmente, para os mais pobres.
Numa democracia se aceita o resultado das urnas; mas não quer dizer que os cidadãos devem ser submissos a práticas que trazem retrocesso a vida individual e social de todos. Por isso, é função do livre pensar, desmascarar toda e qualquer forma de controle das mentes criticas. A imposição de formas tradicionais, anunciadas de forma oficial, a qual o poder soberano espera que todos devem ser fiéis e seguirem a risca, como uma verdade absoluta, deve ser refutada.
O principal perigo desse essencialismo puritano e moralista de governar, fruto de uma pseudo verdade primitiva, é a não aceitação do avanço do saber, da diversidade e a suspeição de todo mundo intelectual, vistos como ameaça ao sistema de controle. Em nome do povo, tratado como uma ficção teatral, o poder soberano, segundo Agamben, usa a democracia como técnica de poder e se projeta acima do bem e do mal.
Esse poder fabrica o “herói”, escolhido e ungido para resolver todos os problemas, e faz dele um mito. Com arma em punho, faz da guerra sua principal política pública. Em seu principal ato inicia a liberação das armas, que chegarão as mãos de todos. Cria e investe em um superministério que anuncia a autorização para matar. Com essas e outras decisões, este governo, se aproxima mais de um modelo esquizofrênico e neofascista de governar, do que uma proposta séria do que seria uma “nova política”, se é que ela existe.
*Os autores são, respectivamente, assistente social, especialista em Educação, Pobreza e Desigualdade Social e mestranda em Políticas Sociais; filósofo e sociólogo
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