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Artigo de Opinião

Segurança

Corrupção e insegurança se combatem investindo com inteligência

Não podemos esquecer, todavia, que tão importante quanto investir em inteligência é investir com inteligência!

Publicado em 29 de Maio de 2019 às 18:59

Publicado em 

29 mai 2019 às 18:59
Corrupção
Eugênio Ricas*
Pesquisa recentemente divulgada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), onde buscou-se diagnosticar o panorama do combate à corrupção no Brasil, trouxe alguns resultados animadores, especialmente do ponto de vista da segurança pública. Um dos resultados, em particular, permite a realização de análises importantes.
Conforme divulgado, a Polícia Federal apresentou taxa de solução de 94,67% dos crimes investigados. Desse montante, em 38,22% dos casos a PF chegou à autoria, apontando o responsável pelo crime e apresentando as provas coletadas contra ele. Em 56,45% dos casos, as investigações indicaram não ter havido crime. São resultados impressionantes!
Antes de prosseguirmos nas análises é importante destacar que, em geral, os crimes contra a administração pública (os quais englobam os delitos popularmente reconhecidos como corrupção) não são tão simples para investigar, demandando quebras de sigilos e análises complexas.
Isso faz com que o número apontado pelo CNJ impressione ainda mais! Importante, também, destacar que para cada crime investigado, um inquérito policial é instaurado pela Polícia Federal, de modo que o índice de resolutividade dos inquéritos que apuram crimes de corrupção alcança a impressionante marca de 94,67%. Nem tudo, portanto, está perdido no modelo de segurança pública adotado pelo Brasil.
Outro ponto que chama a atenção é a quantidade de energia e recursos gastos em vão. Se em 56,45% dos casos investigados não houve crime, muito mais racional seria reunir todos os esforços onde os indícios apontam, efetivamente, para a prática de crimes de corrupção. Teríamos investigações mais rápidas e com melhores resultados!
Muito se fala em investimentos em inteligência o que, sem sombra de dúvidas, é um dos caminhos a ser seguido. Não podemos esquecer, todavia, que tão importante quanto investir em inteligência é investir com inteligência! A Polícia Federal somente alcançou a eficiência apresentada pela pesquisa do CNJ em razão de muito investimento ao longo dos anos. Investimentos em recursos humanos, em treinamentos e em equipamentos. Esses três pilares aliados são os principais responsáveis pelo bom trabalho reconhecido pela pesquisa do CNJ.
Se delegacias sucateadas e policiais desmotivados, desequipados e despreparados são receitas infalíveis para o insucesso da segurança pública, o inverso também é verdadeiro. Investindo com inteligência e em inteligência podemos fazer a tão sonhada reviravolta na segurança pública brasileira!
*O autor é delegado federal, adido da PF nos EUA, e mestre em Gestão Pública pela Ufes
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