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Vaner Corrêa

Artigo de Opinião

Economia

Desemprego aumenta na pandemia e novas medidas se tornam mais urgentes

As crises tornam os vulneráveis ainda mais vulneráveis. E no caso da pandemia, uma das evidências é o aumento do desemprego e a formação de um exército de reserva de desempregados, ou de miseráveis
Vaner Corrêa

Publicado em 07 de Setembro de 2020 às 05:00

Publicado em 

07 set 2020 às 05:00
carteira de trabalho
Carteira de Trabalho: número de desempregados aumentou consideravelmente na crise do coronavírus Crédito: Ministério do Trabalho / Divulgação
As contradições do modo de produção capitalista comumente se manifestam sobre o fator de produção trabalho. Como diz o ditado, a corda sempre arrebenta para o lado do mais fraco. As crises tornam os vulneráveis ainda mais vulneráveis.
No caso das crises do capitalismo, ela sempre evidencia algumas contradições do sistema, e uma delas é o desemprego e a formação de um exército de reserva de desempregados, ou de miseráveis. O número de 12 milhões já assombra o tecido social brasileiro.
O cenário retratado na imprensa, por força dos dados divulgados pelo IBGE, já era esperado: a pandemia do coronavírus fez o número de desempregados no Brasil aumentar. O país encerrou o mês de julho com 12,2 milhões de desempregados, cerca de 2,1 milhões a mais que o registrado em maio.
Com a contração da economia trazida pela crise causada pela Covid-19, que registrou uma queda do PIB em 11% para o segundo trimestre, é óbvio que aumentaria o número de desempregados.
O estudo ainda mostrou que houve uma queda de 3,5% no número de trabalhadores ocupados na comparação com maio; que o Brasil perdeu 1,9 milhão de trabalhadores informais em três meses; que houve queda de 42,6% no número de trabalhadores afastados devido ao isolamento social e 2 milhões de trabalhadores afastados ficaram sem remuneração em julho. E ainda: nada menos que 4 milhões de brasileiros recorreram a empréstimos financeiros no período de pandemia.
A pesquisa traz uma questão que teremos de enfrentar, a saber: como conter a marcha do desemprego que está em curso? As medidas emergenciais talvez não sejam mais suficientes, portanto, resta ao Estado brasileiro mobilizar todas as forças institucionais para que possamos resgatar a empregabilidade. Nesta esteira, o veto ao reajuste do servidor público foi uma boa medida, mas muito tímida, e o Senado na contramão da melhora das condições econômicas fez a derrubada.
Outras medidas deverão ser tomadas para que o fator de produção capital se recupere e volte a empregar. Caso se continue na atual inércia, sobretudo do ministro da Economia, é provável (e muito) que este número cresça mais até o fim do ano.
 *O autor é conselheiro do Corecon-ES
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