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Thanguy Friço

Artigo de Opinião

Outubro Rosa

Emagrecimento pode ajudar a prevenir o câncer de mama

Recente pesquisa divulgada nos Estados Unidos revela que as mulheres com Índice de Massa Corporal (IMC) acima do recomendado no período da pós-menopausa apresentaram risco aumentado para o desenvolvimento da doença
Thanguy Friço

Publicado em 21 de Outubro de 2019 às 17:04

Publicado em 

21 out 2019 às 17:04
Mulher faz autoexame de câncer de mama Crédito: Shutterstock/Arquivo A GAZETA
Na década de 1990, nasce o movimento conhecido como Outubro Rosa, para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.
Um dos maiores objetivos do Outubro Rosa no Brasil é fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de mama e desmistificar conceitos em relação à doença.
Porem, será que esse é o melhor método de encarar o câncer de mama? Será que não estamos empregando os esforços para diagnosticar precocemente a doença, não que não seja importante, pois quanto mais precoce o diagnóstico melhores as chances de tratamento, ao invés de nos preocuparmos também e, principalmente, com a prevenção?
E um dos melhores métodos para se prevenir do câncer de mama, você sabe qual é? Emagrecimento! Recente pesquisa divulgada nos Estados Unidos revela que as mulheres com Índice de Massa Corporal (IMC) acima do recomendado no período da pós-menopausa apresentaram risco aumentado para o desenvolvimento da doença.
Ao contrário do que pensávamos no passado, o tecido gorduroso não é um simples depósito de células capazes de armazenar gordura para mobilizá-la nas épocas de vacas magras. Hoje sabemos que ele é formado por diversos tipos celulares dotados da propriedade de produzir tantos hormônios e mediadores químicos que muitos o consideram a segunda glândula mais importante do organismo (a primeira é a hipófise).
Um dos principais hormônios produzidos pelo tecido gorduroso é o estrógeno, os tecidos sensíveis à ação estrogênica ficam mais expostos aos estímulos que provocam multiplicação celular.
Por outro lado, a obesidade está associada a um processo inflamatório subclínico instalado no interior do tecido gorduroso. O estado inflamatório crônico resultante contribui para o aparecimento de resistência à insulina e para a proliferação e progressão de células malignas. Moléculas pró-inflamatórias produzidas nos acúmulos de tecido adiposo, inclusive naqueles localizados na própria mama, criam um meio fértil para a multiplicação celular.
A obesidade interfere, ainda, com a produção de insulina e com o fator de crescimento conhecido como IGF-1, que também contribuem para aumentar o risco do aparecimento da doença. Mulheres que tiveram câncer de mama devem fazer de tudo para manter o IMC abaixo de 25 ou um percentual de gordura abaixo de 28%.
A obesidade é um fator de risco modificável, ou seja, pode ser revertida com intervenções que afetem diretamente o estilo de vida como prática de exercícios e dieta balanceada. Reverter esse quadro também significaria impactar o potencial na incidência e mortalidade do câncer de mama, além de outras doenças.
Isso sim é prevenção do câncer de mama, isso sim é Outubro Rosa!
O autor é médico e palestrante
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