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Fernanda Ventura

Artigo de Opinião

É consultora empresarial
Fernanda Ventura

Empresas podem transformar dados em dinheiro, mas é preciso estratégia

É necessário que a coleta de informações seja confiável, que sejam devidamente tratadas e, o mais importante, que estejam disponíveis no momento adequado
Fernanda Ventura
É consultora empresarial

Publicado em 31 de Maio de 2021 às 02:00

Publicado em 

31 mai 2021 às 02:00
Análise de dados precida fazer parte da cultura das empresas
Análise de dados precida fazer parte da cultura das empresas Crédito: Gerd Altmann/ Pixabay
As empresas, os negócios e os mercados geram uma infinidade de dados e informações, que aumentam a cada dia. Você concorda que um tratamento adequado desses elementos pode trazer muitas vantagens competitivas para sua empresa? Dados, para que tenham valor, precisam permitir fazer análises, gerar insights, ter ideias, enxergar tendências e perceber variações. O famoso “transformar dado em informação”. E a partir dessa leitura, corrigir desvios, revisar planos ou desenvolver novidades.
É necessário que a coleta de dados seja confiável, que os dados sejam devidamente tratados e o mais importante, que estejam disponíveis no momento adequado. Você já se deparou com a seguinte situação no seu negócio quando precisou tomar uma decisão importante? Alguém do time diz: "Nós temos esses dados. Pode deixar que vou levantar!" E leva dois dias para coletar, organizar, apresentar. Já era! Já passou o momento, perdeu-se o time. Informação importante precisa ser tempestiva, disponível no momento em que precisa ser usada.
As grandes empresas e as líderes de mercado já entenderam há algum tempo a importância dessa cultura de tomada de dados, chamada de cultura data driven, e têm investido em seus projetos de Business Intelligence (BI), e no desenvolvimento ou fortalecimento de uma cultura focada em análise de dados para tomada de decisão.
E as pequenas e médias empresas? Bem, aí a situação costuma ser um pouco diferente. O usual é que já possuam até muitos dados, mas isolados, sem uma organização que agregue inteligência ao negócio. Até usam um sistema de gestão on-line ou um Planejamento de Recursos Empresariais (ERP) mais robusto, mas normalmente com aplicação pontual relativa à operação ou às contas a pagar e receber.
Também é comum alguma dinâmica de Gestão de Relacionamento com o Cliente (CRM, na sigla em inglês). E as redes sociais costumam ser bem utilizadas, principalmente agora na pandemia. Entretanto está tudo desconectado. Não é possível fazer análises e tirar proveito dos dados.
Costumo comparar os dados das PMEs a um tesouro de filme de pirata, escondido no fundo do mar e todo espalhado. Alguém precisa mergulhar, recolher, trazer para a superfície e organizar para vender e gerar valor.
Mas só ter dados estruturados é suficiente? Claro que não. Os dados precisam fazer parte de uma estratégia geral e a cultura de análise de dados precisa ser fortalecida. As pessoas precisam acreditar e comprar a ideia de que uma cultura data driven será importante para alcançar os objetivos estratégicos da empresa.
Importante reforçar que a tecnologia pode agregar em muito para o tratamento e a utilização dos dados de uma empresa, mas o entendimento das variáveis que interferem e definem os resultados do seu negócio é o primeiro passo.
Como estão sendo tratados os dados do seu negócio? Eles agregam inteligência à tomada de decisões?
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