No Espírito Santo, o programa Estado Presente é uma importantíssima política pública que persegue metas para a redução dos índices de homicídios. O governador Renato Casagrande, pessoalmente, conduz as reuniões com outras autoridades, elaborando planejamentos, corrigindo distorções e direcionando esforços para reduzir as mortes violentas.
Com total espírito de integração, os municípios apresentam-se como relevantes aliados, quando contribuem com ações relacionadas ao tema, são elas: saneamento básico, iluminação, pavimentação das vias, limpeza, saúde, ação social, educação e, obviamente, segurança pública municipal.
Nesse ambiente colaborativo de perspectivas municipais para a diminuição dos homicídios, Viana inova ao instalar a primeira escola cívico-militar do Espírito Santo.
Nessas instituições, preza-se pela disciplina, pelo culto aos símbolos nacionais, pelo total respeito aos professores e pelo estímulo à liderança.
Trata-se de uma alternativa de total interesse das famílias vianenses para auxiliar na consolidação de regras e limites, bem como para afastar definitivamente os jovens do mundo das drogas.
As mortes violentas no Estado estão diretamente ligadas ao tráfico de entorpecentes, com os envolvidos estando principalmente na faixa etária dos 12 aos 25 anos, tanto para quem mata, como para quem morre.
A proximidade com dignos policiais militares e a utilização de uniformes, assemelhados às fardas, naturalmente ensejarão a construção de sonhos e o nascimento de atitudes desejadas pelas famílias.
Valores serão agregados, afastando os jovens da ociosidade, uma vez que muitos vivem perambulando armados pelos bairros, traficando, servindo de “aviões”, “fogueteiros” e, lamentavelmente, cometendo homicídios.
É imprescindível afirmar que esse não é o objetivo principal da escola cívico-militar, mas, além de educar, como tantas outras, certamente mudará comportamentos e afastará seus alunos da criminalidade, contribuindo, de maneira incisiva, com o governo do Estado no firme propósito da redução dos homicídios.
*O autor é coronel da Polícia Militar do Espírito Santo e Secretário de Defesa Social de Viana