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Artigo de Opinião

França

Espírito Santo, um representante da francofonia

O francês é uma língua neolatina, portanto, parente do português e, assim, de assimilação mais fácil para nós

Publicado em 20 de Março de 2019 às 01:00

Publicado em 

20 mar 2019 às 01:00
Francofonia
Anaximandro Amorim*
20 de março é o “Dia Mundial da Francofonia”. Termo elaborado, ainda no século XIX, pelo geógrafo francês Onésime Reclus, entende-se por francofonia o conjunto de países e pessoas que têm como traço comum a língua francesa. A data se refere à da assinatura, em 1970, da convenção de criação da Agência de Cooperação Cultural e Técnica, em Niamey, Níger, por três chefes de Estado (Léopold Senghor, do Senegal; Habib Bourguiba, da Tunísia; e Hamami Diori, do próprio Níger). Em 1997, a Agência se tornou a Organização Internacional da Francofonia (OIF), organismo internacional de promoção da língua francesa no mundo.
O francês é uma língua neolatina, portanto, parente do português e, assim, de assimilação mais fácil para nós. É a quinta língua mais falada do mundo, perdendo apenas para o mandarim, o inglês, o espanhol e o árabe, além de ser a quarta língua mais usada na internet. Também é a segunda língua estrangeira mais estudada. É falada em mais de 30 países, num total de 300 milhões de falantes. Segundo dados da própria OIF, o idioma cresce 10% a cada ano, desde 2014, tendo no continente africano o maior número de falantes: 59% dos francófonos. Em 2070, o francês será falado por mais de 747 milhões de pessoas.
Língua oficial dos Jogos Olímpicos, da Cruz Vermelha, dos Correios Internacionais, da ONU, da União Europeia e de tantos organismos de importância, ela é falada por cerca de 16% da população mundial, movimentando 16,5% da riqueza do planeta. A França é um dos principais parceiros comerciais do Brasil, com cerca de 500 empresas por aqui. Foi criada, há 118 anos, um Câmara de Comércio entre os dois países, com sedes regionais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, com uma representação no Rio Grande do Sul.
A presença da língua francesa é tradição no Espírito Santo: em 1959, foi criada a Aliança Francesa de Vitória, tradicional centro de difusão e ensino. O curso de Letras-Francês, da Ufes, foi reativado em 2010 e a universidade também dispõe de um Núcleo de Línguas, em que o idioma é um dos carros-chefes. Há, também, outros cursos particulares, espalhados na Grande Vitória e também em todo o Espírito Santo. Temos uma Associação dos Professores de Francês (Apfes), bastante ativa. Motivos de sobra para comemorarmos esse Dia Mundial da Francofonia!
*O autor é advogado, professor e escritor
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