Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Artigos
  • Execução de uma agenda de reformas estruturantes padece de paralisia

Artigo de Opinião

Política

Execução de uma agenda de reformas estruturantes padece de paralisia

Que as vozes das ruas inspirem diálogos políticos que sinalizem e viabilizem a retomada do crescimento

Publicado em 31 de Maio de 2019 às 23:13

Publicado em 

31 mai 2019 às 23:13
Ex-governador Paulo Hartung
Paulo Hartung*
A capacidade de produzir diálogos efetivos é premissa do exercício legítimo e democrático-republicano da política. Desde 2013, o Brasil experimenta longa crise de polarização. Nesse contexto de cordas esticadas para os extremos do espectro político, padece de paralisia justamente o que deveria estar no centro do exercício político-institucional: a execução da agenda de reformas estruturantes e a definição de políticas públicas promotoras de desenvolvimento social e econômico sustentável e inclusivo.
Desde de 2014, vivemos crise fiscal aguda. O desemprego atinge mais de 13 milhões e continua avançando. O sistema previdenciário engole com cada vez mais apetite a possibilidade de equilíbrio das contas públicas. Enfim, há uma pauta urgentíssima que demanda acuidade política e diálogo institucional para deslanchar de vez e tirar o país desse atoleiro em que estamos afundando há mais de meia década.
Com sua guerra discursivo-ideológica e comunicação enviesada, o novo governo adiciona ainda mais complexidade a uma situação que já é bastante difícil no tocante à fluidez dos processos políticos necessários não somente às reformas mas também à normalidade do funcionamento das máquinas governativas.
Ainda que marcadas por exageros de radicalidade político-ideológica, as últimas manifestações podem e devem ser vistas como movimentos a chamar as lideranças políticas à assertividade quanto à real e impositiva agenda do nosso país. Em que pese a inconsistência de serem contra as reformas, é ótima notícia que cidadãos tenham ido às ruas defender a educação.
Nas marchas governistas, houve uma legítima defesa da agenda de reformas, notadamente a da Previdência, e o reconhecimento de que a situação fiscal é crítica. Conforme divulgou o IBGE na última quinta-feira, o PIB recuou 0,2% no primeiro trimestre de 2019, comparativamente ao quarto trimestre de 2018, evidenciando a estagnação econômica sob o novo governo. Para agravar, esse resultado é o primeiro negativo após dois anos (oito trimestres) seguidos de recuperação, ainda que lenta.
Esse é mais um exemplo do beco sem saída a que nos levam os extremismos, cujos efeitos nefastos vêm lentamente sendo percebidos pela população, que dá sinais eloquentes do cansaço da paralisia e dos retrocessos que engessam o país. Que as vozes das ruas inspirem diálogos político-institucionais que sinalizem e viabilizem a retomada do crescimento com geração de renda e emprego, o que a passa tanto pelas reformas quanto pela educação de qualidade.
*O autor é economista e ex-governador do Estado do Espírito Santo (2003-2010/2015-2018)
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados