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Artigo de Opinião

Rogério Fernandes Lima

Incêndio em carro da imprensa é tapa na cara da sociedade

Sabemos que no Brasil existem as distorções sociais e a má distribuição de renda, mas isso não pode servir como justificativa para atos criminosos

Publicado em 07 de Maio de 2019 às 21:44

Publicado em 

07 mai 2019 às 21:44
Carro de equipe de reportagem é incendiado por criminosos em Vitória Crédito: Marcelo Prest
Rogério Fernandes Lima*
A violência sofrida pela equipe da TV Vitória nesta segunda-feira (06/05) com a queima do veículo da empresa em plena via pública e ao lado de uma delegacia de polícia não pode ser admissível ou considerada normal. Aliás, a violência contra jornalistas tem sido até comum, outro dia uma repórter teve seus pertences furtados dentro do carro da empresa enquanto fazia uma matéria ao vivo para um telejornal na Curva da Jurema. A liberdade de imprensa e o livre exercício da profissão é garantido constitucionalmente como direito fundamental e deve ser preservado para todos.
O que ocorreu nesta segunda-feira não foi um crime apenas contra a imprensa, mas sim um tapa na cara de toda a sociedade, principalmente para aqueles que costumam romantizar os bandidos, colocando-os como benfeitores de comunidades com suas ações pontuais e a polícia como órgão opressor.
Sabemos que no Brasil existem as distorções sociais e a má distribuição de renda, mas isso não pode servir como justificativa para atos criminosos, pois a grande maioria dos brasileiros são pessoas honestas e direitas, apesar das dificuldades enfrentadas no seu dia a dia.
É preocupante quando ouvimos “policiólogos” falarem que não se deve prender ‘ladrão de galinha’ ou o ‘pequeno traficante’. A experiência de Nova York nos ensina justamente o contrário com a ‘teoria das janelas quebradas’ e a tolerância zero, aliás o programa não se limitou apenas a ações para o policiamento, avançaram no tratamento das questões da carreira dos policiais, melhorando as condições de trabalho e salariais, bem como combatendo duramente a corrupção policial, que era alta naquele departamento de polícia.
Assim, aquele que compra um pino de cocaína ou uma bucha de maconha na boca de fumo, no varejo das drogas, financia o grande tráfico, prevalecendo a famosa lei da oferta e da procura.
Aqueles que acham que o pequeno tráfico e os seus usuários não trazem prejuízos à sociedade encontram-se enganados, porque como qualquer empresa, a disputa por territórios acaba por atingir a todos e nesse caso com balas perdidas e vítimas desconhecidas.
Nessa cadeia alimentar do tráfico temos os usuários/dependentes que fazem qualquer coisa para sustentar o seu vício desde a desintegração familiar, com a dilapidação do patrimônio até o cometimento de crimes graves.
O enfrentamento desse tipo de crime deve ser constante e de forma integrada entre as agências de segurança. As ações devem ser de curto, médio e longo prazo, apoiados em políticas públicas que abordem o tema com coragem para se evitar a perda de vidas jovens para o mundo do crime, junto a isso uma legislação penal mais rígida para combater esses criminosos, proporcionando a população de bem a certeza da punição, e que a pena será cumprida e sentida pelo infrator.
*O autor é Tenente Coronel da PM
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