O território brasileiro apresenta diferentes climas, sujeito às mais diversas variações climáticas. Países tropicais como o Brasil são suscetíveis a desastres naturais em virtude de longos períodos de chuvas ou de estiagem. O Espírito Santo nos últimos anos vem sofrendo com essas variações, e esses períodos apresentam características próprias e causam danos diferentes, mas não menos ofensivos, ao meio ambiente e aos seres vivos.
A certeza é que as forças da natureza não podem ser controladas, mas seus efeitos sobre a superfície podem ser minimizados. O crescimento populacional mundial ocorrido nas últimas décadas trouxe, entre as principais consequências, desordenados uso e cobertura da terra, isto é, processos de ocupação, utilização e transformações do espaço urbano.
A ocupação desordenada se tornou um dos maiores problemas, irregularidades que se refletem no meio ambiente e na urbanização. As ações antrópicas, aquelas feitas pelo homem, interferem na dinâmica da natureza, acelerando principalmente os processos erosivos. Essa desordem faz surgir,durante e após os desastres naturais, o que podemos chamar de desastres sociais, potencializados por ocupações irregulares das margens dos rios, córregos e encostas que em grande parte fogem à fiscalização do poder público. Os desastres sociais então, apresentam vários responsáveis, mas deveriam partir do poder público regras e atuações mais rígidas.
A natureza está retomando o que é seu, mas insistimos em continuarmos no seu caminho. As vítimas desses desastres sociais, pessoas que por questões diversas se colocam no meio desse caminho, surgem às centenas ou milhares. Como consequência, vidas se perdem, patrimônios se vão e o dinheiro público que deveria ser usado para prevenção e fiscalização acaba sendo utilizado para consertar os estragos causados.
A prevenção, através de um conjunto de ações, diminuiria essas consequências trágicas. A dinâmica da terra é constante, ciclos se repetem.
*O autor é bacharel em Geografia e mestrando no mesmo curso na Ufes