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Dárcio Bracarense

Artigo de Opinião

É vereador de Vitória pelo PL
Dárcio Bracarense

Nem direita, nem esquerda. Conservador

Seria como se os políticos fossem médicos. Quando a sociedade procura um deles para solucionar os seus males, normalmente só surgem dois tipos que nem olham para o paciente, mas já estão com suas receitas previamente prontas
Dárcio Bracarense
É vereador de Vitória pelo PL

Publicado em 21 de Janeiro de 2025 às 15:02

Publicado em 

21 jan 2025 às 15:02
A cidade de Vitória possui muitos desafios e quero garantir que nem a esquerda nem a direita liberal podem oferecer qualquer solução. É o caso do drama do saneamento: Vivemos muito longe dos “100% de esgoto tratado” que um dia fora anunciado por uma gestão de esquerda muito antes do termo fake news virar moda. Uma mentira oficial que provavelmente serviu para explicar os bilhões de reais supostamente investidos em saneamento.
Colaborei com a demolição dessa mentira e atuei na equipe que mostrou como cada região e cada município do nosso entorno contribui com nossa tragédia sanitária. Cobrei da empresa de saneamento um contrato — pasmem, passaram décadas cobrando da população sem um contrato — e depois de muita briga, a cidade teve um contrato com um devido cronograma de execução de obras de saneamento.
Outro grupo assumiu a cidade com uma proposta liberal e o resultado foi que nunca mais se ouviu falar de “cronograma de execução” de obras para o nosso saneamento. Vitória lamentavelmente continua no século XVIII no quesito “coleta de esgoto” — a primeira cidade com sistema absoluto foi Memphis (EUA) em 1879.
O tema saneamento é apenas um dos vários casos em que o debate público nem sequer “arranha” uma solução. Recentemente, a Câmara de Vitória debatia uma solução para as “pessoas em situação de rua”: os esquerdistas defendiam “barracas nos logradouros públicos”, algo que, de tão absurdo e raso, não comentarei. Entre os direitistas tinha gente defendendo “internação compulsória”. Então pensei: que direita é essa?
Internação compulsória significa “prender” alguém para tratamento psiquiátrico. Um laudo médico para ceifar a liberdade de quem não está com seu juízo perfeito. Imagine o que não se pode fazer com um poder assim? Não tenho dúvida que o governo federal apoiaria, afinal, a tradição esquerdista nessa área é vasta. Andrei Snezhnevsky, psiquiatra soviético, internava como “loucos” os dissidentes do regime comunista na Rússia. Aleksandr Soljenítsyn em seu livro Arquipélago Gulag explica como eram tratados os “doentes mentais” e os “agitadores e propagandistas antissoviéticos”, acusados com base no artigo 58 do Código Penal da URSS.
O que pretendo mostrar é que não existem soluções mágicas nem “receitas” prontas. Os liberais defendem o “laissez-faire” como imperativo. Os esquerdistas defendem “controle social” ou economia planificada. Não importa o lugar, a cultura do povo, etc..., a receita de ambos está pronta!
Esgoto vindo do valão de Vila Velha para Baia de Vitória
Esgoto vindo do valão de Vila Velha para Baia de Vitória, em registro de 2022 Crédito: Ricardo Medeiroa
Portanto, seria como se os políticos fossem médicos. Quando a sociedade procura um deles para solucionar os seus males, normalmente só surgem dois tipos que nem olham para o paciente, mas já estão com suas receitas previamente prontas.
Um conservador é como um médico que avalia o paciente, realiza exames, faz um conjunto de investigações e uma ampla anamnese, ou seja, questiona os hábitos e conhece seu passado. Uma vez fechado um diagnóstico, ele buscará o tratamento adequado e específico para cada paciente e, obviamente, preocupado com seus efeitos colaterais.
É com esse agir conservador que chego à Câmara de Vitória, disposto a debater, diagnosticar os principais problemas e apresentar soluções, provando que podemos fazer uma cidade melhor abrindo mão das receitas prontas do governo e da oposição.
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