Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Sandlei Moraes

Artigo de Opinião

É professor, consultor linguístico e empresário
Sandlei Moraes

O papel da neurociência no aprendizado de inglês

Reconhecer esses processos neurobiológicos é importante para conhecer, de fato, os limites e as potencialidades das práticas educativas. Assim, a neurociência proporciona ferramentas que permitem ao professor entender o processo de aprendizagem
Sandlei Moraes
É professor, consultor linguístico e empresário

Publicado em 19 de Março de 2025 às 02:00

Publicado em 

19 mar 2025 às 02:00
O estudo da neurociência tem revolucionado a maneira como aprendemos idiomas, trazendo novas estratégias para otimizar o aprendizado do inglês. Pesquisas indicam que métodos tradicionais, como a simples memorização de vocabulário isolado, são menos eficazes do que abordagens que ativam múltiplas áreas do cérebro.
Estudos recentes revelam que o uso de técnicas como a repetição espaçada, o “chunking” (agrupar elementos semelhantes em “blocos”) e a aprendizagem multimodal melhora significativamente a retenção de informações e a fluência dos alunos.
A repetição espaçada, baseada no funcionamento da memória de longo prazo, tem se mostrado um dos métodos mais eficientes para consolidar o aprendizado. Essa técnica consiste em revisar conteúdos em intervalos progressivos, reforçando a retenção a cada nova exposição.
Aprendizado de inglês
Aprendizado de inglês Crédito: Pixabay
Um estudo do Journal of Cognitive Neuroscience apontou que revisar palavras e expressões em intervalos estratégicos pode aumentar em até 60% a capacidade de lembrar delas a longo prazo. Para quem aprende inglês, isso significa que revisar uma palavra ou estrutura gramatical em momentos específicos faz com que o cérebro reconheça aquilo como informação relevante, evitando o esquecimento.
Outro conceito importante é o “chunking”, que consiste em aprender palavras e expressões em blocos ao invés de unidades isoladas. Essa técnica se baseia no fato de que o cérebro processa melhor informações agrupadas, facilitando a formação de conexões entre os elementos da linguagem.
Em vez de memorizar palavras soltas, os alunos podem aprender frases inteiras, expressões idiomáticas ou estruturas comuns, o que acelera a fluência. Pesquisas indicam que essa abordagem pode melhorar a retenção em até 30%, tornando-se uma excelente estratégia para quem deseja falar inglês de maneira mais natural.
Além disso, a aprendizagem multimodal – que envolve o uso de diferentes estímulos sensoriais, como audição, visão e movimento – fortalece as conexões neurais durante o aprendizado. Ouvir, ler, escrever e falar ativamente o inglês ao mesmo tempo estimula diversas áreas do cérebro, melhorando a memorização e a compreensão. O uso de músicas, vídeos, gestos e atividades práticas no ensino do idioma ativa o cérebro de forma mais intensa, tornando o aprendizado mais eficaz e envolvente.
Reconhecer esses processos neurobiológicos é importante para conhecer, de fato, os limites e as potencialidades das práticas educativas. Assim, a neurociência proporciona ferramentas que permitem ao professor entender o processo de aprendizagem, considerando as necessidades dos alunos, e desenvolver estratégias de ensino mais eficientes.
Ou seja, aplicar os princípios da neurociência no aprendizado de inglês traz resultados muito mais rápidos e duradouros, já que essas técnicas ajudam a consolidar o idioma na memória de longo prazo e a tornar o processo de aprendizado mais natural.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados