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Artigo de Opinião

Mobilidade

Passou da hora de a Terceira Ponte virar uma via urbana

Colocar seis faixas na via, sem a necessidade de obras de alargamento, é a alternativa mais adequada para reduzir acidentes

Publicado em 06 de Junho de 2019 às 20:46

Publicado em 

06 jun 2019 às 20:46
Terceira Ponte
Luiz Carlos Menezes*
O trágico acidente que tirou brutalmente a vida de dois jovens no mês passado, na Terceira Ponte, mostra a necessidade de medidas corretivas na utilização dessa via. A manutenção de pistas padrão autoestrada — sendo a Terceira Ponte uma via urbana — é um convite a altas velocidades e a principal razão do alto índice de acidentes. Assim, causa-nos tristeza sabermos que esse e muitos outros poderiam ter sido evitados.
A moderação do tráfego é a alternativa mais adequada para reduzir acidentes. Trata-se de uma prática com resultados já comprovados numa infinidade de cidades no mundo desenvolvido. Rachas são inadmissíveis e precisam ser coibidos; e os participantes exemplarmente punidos. Mas a redução de velocidade na ponte é uma necessidade que precisa alcançar a todos para evitar os abusos cometidos. Bastam 60 km/h para cruzá-la em apenas três minutos!
Nesse sentido, reitero: colocar seis faixas na Terceira Ponte - sem obras de alargamento - é a alternativa mais adequada para reduzir acidentes. A ponte não pode continuar no padrão autoestrada. Precisa ser transformada numa via urbana. E a redução da largura das faixas é a medida mais indicada e eficaz para moderação do tráfego.
Um dos organismos mais respeitados em mobilidade urbana do país afirma: “Diversas pesquisas apontam como a largura das faixas em vias urbanas contribuem para a redução de velocidades, partindo do pressuposto de que em faixas mais estreitas a trajetória do motorista tende a ser mais rígida e exata, acarretando naturalmente uma redução de acidentes” (ITDP - Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento).
Não conheço as estatísticas, mas pelo noticiário o número de acidentes na Terceira Ponte é bem superior ao da Segunda, com faixas mais estreitas. E esta é uma das razões pelas quais tenho insistido nas seis faixas. A retirada da separação central para implantação de cinco faixas largas (mais de 3m no estudo do governo do Estado), manterá o convite a altas velocidades e o “status quo” dos acidentes.
Defendi muito o pedágio único, finalmente adotado. Um pequeno avanço. Agora, diante deste triste acidente, volto a afirmar que seis faixas menos largas, como numa infinidade de pontes urbanas mundo afora, é a melhor alternativa. A ponte comporta. Nas larguras das faixas da Av. Cesar Hilal, um dos seus acessos. Certamente, com uma sinalização bem concebida e redutores eletrônicos da velocidade. O fluxo seria melhorado e teríamos bem menos acidentes.
*O autor é engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES e do PDU de Vitória
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