Mirela Souto*
O dia 5 de junho tornou-se emblemático, desde 1972, quando foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas que passaria a ser o Dia Mundial do Meio Ambiente. Muito mais do que uma data que entrou para o calendário, uma ponte de debate para os problemas socioambientais que temos vivido. Para a sociedade, foi desenhada uma linha no horizonte, que, antes, nem mesmo era possível enxergar. Passamos a compreender melhor a importância de se preservar nossos recursos naturais. Um passo foi dado - mas, ainda, é preciso trilhar uma maratona.
Esse dia nos faz um convite à reflexão. Como temos tratado nossas fontes de vida? Nos permite olhar à volta, rever hábitos e convencer a nós e, ao mundo, de que grande parte dos principais recursos naturais não é renovável. Em seu Plano de Combate ao Lixo no Mar, o Ministério do Meio Ambiente divulgou, este ano, que aproximadamente 80% dos resíduos que se encontram no mar são constituídos exatamente por esses plásticos e derivados. Se o plástico fosse reciclado corretamente poderia retornar à economia cerca de R$ 5,7 bilhões, como pontuou o levantamento realizado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb).
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, cerca de 80% do resíduo que está no mar tem origem de atividades realizadas em terra, a partir da gestão inadequada, enquanto os 20% restantes são de transporte de cargas, pesca, plataformas marítimas, entre outros. Até 12,7 milhões de toneladas de plástico entraram no oceano em 2010 - o que equivale a 1,7 a 4,6% de todos os resíduos plásticos gerados em 192 países, ou seja, a ação do homem com o descarte incorreto desses resíduos polui os mares e mata a nossa fauna.
Imagine o que produtos como esses, descartados incorretamente, podem causar? Se sua resposta foi mais problemas, é totalmente concisa. Contaminação do solo, um prato cheio para enchentes e doenças são apenas alguns exemplos. Mudar hábitos, principalmente, quando falamos sobre o descarte correto de resíduos, pode transformar nosso planeta para melhor.
De acordo com o Banco Mundial, caso a população mundial chegue a 9,6 bilhões em 2050, como apontam os números e balanços, serão necessários até três planetas para que as pessoas mantenham o atual estilo de vida da humanidade, com o uso de recursos naturais. Um alerta para que cada um repense seus hábitos e cuidados com o meio ambiente.
Datas como essas merecem nossa atenção. Elas nos despertam e fazem percebermos a importância dos cuidados com o nosso maior bem, o planeta, a nossa casa!
*A autora é gestora de comunicação da Marca Ambiental