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Mário Broetto

Artigo de Opinião

É diretor do Centro Educacional Leonardo da Vinci
Mário Broetto

Por que a escola precisa falar sobre alimentação saudável?

Mais do que dificultar o acesso a alimentos inadequados, é necessário também que as escolas exerçam um papel de educação e conscientização sobre a importância da alimentação saudável
Mário Broetto
É diretor do Centro Educacional Leonardo da Vinci

Publicado em 16 de Maio de 2025 às 11:46

Publicado em 

16 mai 2025 às 11:46
A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de gordura em diferentes partes do corpo. Muitas vezes, causa diversos problemas de saúde, tais como hipertensão, diabetes tipo 2, ansiedade e depressão. Nas últimas décadas, a comorbidade se tornou cada vez mais comum entre crianças e adolescentes.
O Panorama da Obesidade em Crianças e Adolescentes, que reúne dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde, mostrou que 32% da população brasileira entre 0 e 19 anos estava com excesso de peso em 2024. E as previsões para o futuro não são animadoras. Segundo estimativa do Atlas Mundial da Obesidade 2024, estudo global lançado pela World Obesity Federation (WOF), 50% das crianças e adolescentes brasileiras serão obesas ou terão sobrepeso em 2035.
A boa notícia é que é possível mudar a realidade atual e ainda evitar que a situação se agrave nos próximos anos. Essa é uma missão que vai exigir ações conjuntas das esferas pública e privada, além da participação ativa das famílias e, por que não, das escolas, visto que muitas refeições são feitas nas instituições de ensino.
Comida de escola | merenda
Crianças na hora da merenda Crédito: Shutterstock
Em 2023, o governo federal publicou o Decreto nº 11.821, que orienta ações de promoção de alimentação adequada e saudável no ambiente escolar. A legislação determina que os estabelecimentos comerciais existentes nas escolas, as famosas cantinas, devem oferecer opções de lanches saudáveis, tais como frutas, legumes e verduras da estação, castanhas, nozes ou sementes, iogurtes, pães caseiros e sanduíches naturais. Os locais também devem evitar a exibição e a publicidade de produtos ultraprocessados e ricos em açúcar, gordura saturada e sódio, como refrigerantes, frituras, biscoitos, etc.
Mas mais do que dificultar o acesso a alimentos inadequados, é necessário também que as escolas exerçam um papel de educação e conscientização sobre a importância da alimentação saudável. Isso porque as instituições de ensino são responsáveis não só pela formação intelectual do estudante, mas também por seu desenvolvimento físico, emocional, social e cultural.
Diversos estudos mostram que o consumo de frutas, verduras, legumes e fibras regularmente reforça a imunidade, regula o sono e, consequentemente, aumenta a concentração, aprimorando o aprendizado de crianças e adolescentes. É preciso mostrar todos esses benefícios aos alunos.
Para incentivar a alimentação saudável, a instituição de ensino pode apostar em atividades pedagógicas lúdicas, como plantio de sementes e preparo de receitas, e em rodas de estudo sobre alimentos, experimentação em sala de aulas e palestras com nutricionistas.
Ao aprenderem a fazer boas escolhas em suas refeições, os estudantes podem influenciar seus pais e responsáveis a também adotarem uma alimentação rica em vitaminas, nutrientes e minerais. A escola, portanto, pode e deve se tornar um importante agente de transformação no combate ao mal da obesidade.
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