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Artigo de Opinião

Mobilidade urbana

Por que uma quinta faixa, se a Terceira Ponte comporta seis?

Especialistas concluíram que a inclusão de faixa adicional mediante estreitamento das demais traz fluidez e reduz acidentes

Publicado em 02 de Maio de 2019 às 22:26

Publicado em 

02 mai 2019 às 22:26
Terceira Ponte
Luiz Carlos Menezes*
Por que uma quinta faixa, se a Terceira Ponte comporta seis? Até com mais segurança. A grande largura das pistas permite. A ponte, por ter sido concebida no padrão autoestrada (mas é uma via urbana), estimula as altas velocidades. E esta é a principal razão dos muitos acidentes e frequentes interdições. Faixas de tráfego mais estreitas e velocidades em patamares urbanos reduzem acidentes. Não basta melhorar o fluxo, é preciso também aumentar a segurança.
E por que sou contra a quinta faixa? Primeiro, por não ter sido levado em conta um importante avanço na gestão do tráfego urbano, cada vez mais adotado mundo afora – o conceito “traffic calming” – e nem as pesquisas que comprovam que faixas menos largas, por exigirem mais atenção, reduzem colisões. Segundo, pelo alto custo das obras no trecho com pistas separadas (sobre o canal), além dos transtornos durante a execução. Terceiro, pelo aumento do risco de acidentes, necessidade de sistema de sinalização especial, e maior rigor no monitoramento do tráfego (com as mudanças do fluxo na quinta faixa), além de maiores custos na operação da ponte.
Renomados especialistas em mobilidade do Brasil e do exterior concluíram que a inclusão de faixa adicional mediante estreitamento das demais – quando possível, como neste caso - além de trazer maior fluidez ao tráfego reduz acidentes.
São estas as razões que me levam a considerar a quinta faixa uma opção na contramão de uma mobilidade segura.
Apresentei às autoridades, com base em pesquisas e avaliações, estudo com as seis faixas – duas com 2,80m e uma com 3,05m (em cada sentido) – com pequenas obras de ajustes e sem transtornos para usuários. A ponte Rio-Niterói (13 km) recebeu mais duas faixas sem alargamento, tem limite de velocidade de 80 km/h e conta com pistas de 2,90m. Aqui, em apenas 3 km de ponte, faixas com 2,80m (largura das faixas da Av. Rio Branco, na Praia do Canto) e 3,05m, além da melhoria do fluxo vão trazer um ganho na segurança.
Além disso, o nosso principal eixo metropolitano (norte-sul) passaria a dispor de seis faixas em toda a sua extensão; desde a BR 101 (no início da Av. Fernando Ferrari) até a Av. Luciano das Neves, em Vila Velha. Em velocidades compatíveis com tráfego urbano e com uma relação custo/benefício bem melhor.
Assim, sugiro às autoridades, como veterano engenheiro, estudos mais aprofundados da questão; e, a exemplo do pedágio único (que tanto defendi), uma experiência com as seis faixas num pequeno trecho da ponte. Melhorar o tráfego é preciso. Humanizá-lo, mais ainda.
*O autor é engenheiro civil, empresário, conselheiro da Ademi-ES e do PDU de Vitória
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