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Artigo de Opinião

Novos tempos

Quem apostar contra a tecnologia e não tiver empatia vai perder

Velocidade dos dados e informações chegou a determinado ponto que vem transformando profundamente a vida das pessoas e das organizações

Publicado em 02 de Maio de 2019 às 22:21

Publicado em 

02 mai 2019 às 22:21
A Arte da Inovação
Vagner Bissoli*
Uma famosa teoria diz que o poder de processamento dos computadores dobra a cada dois anos. É a chamada “Lei de Moore”, concebida por Gordon E. Moore, em 1965. Ela talvez explique por que o mundo parece girar cada dia mais rápido.
É que a velocidade dos dados e informações chegou a determinado ponto que vem transformando profundamente a vida das pessoas e das organizações. Big data, machine learning, block chain, IoT (Internet of Things) e robótica, expressões já comuns no dia a dia, são a máquina a vapor da 4ª Revolução Industrial e estão redefinindo o mundo, o trabalho e forma como vivemos.
Paralelamente, uma força de igual intensidade pressiona empresas e sociedade no sentido oposto. Criatividade, empatia, flexibilidade, cooperação e coletividade, também chamadas de soft skills, são diferenciais humanos e ganham relevância no jogo da vida contemporânea.
Recentemente, o jornal “Valor Econômico” publicou que a sensibilidade está conquistando espaço nos principais MBAs do mundo. O texto faz referência à pesquisa Skills Gap 2018, do “Financial Times”, que constatou que os empregadores preferem candidatos que consigam, além de resolver problemas e priorizar tarefas, trabalhar em equipe, lidar bem com diversidade de pessoas e formar uma boa rede de contatos.
No Marketing, a simbiose entre o uso da tecnologia e o contato humano também ganha relevância. Consumidores buscam experiências, proporcionada principalmente por relações pessoais positivas, ao mesmo tempo em que querem mais agilidade, compras sem atrito e comodidade.
No setor bancário, por exemplo, já é possível observar agências transformadas em cafés, com internet livre e bons espaços para conversas. O transacional foi direcionado para o mobile, ao passo que serviços complexos e que exigem aconselhamento ficaram a cargo de interações pessoais mais profundas, que geram experiências e confiança.
Em resumo, nesse mundo repleto de tecnologia e em reconfiguração constante, segue valendo a Teoria da Evolução, de Charles Darwin: sobreviverão aqueles que melhor se adaptarem.
Quem apostar contra a tecnologia e a inovação certamente vai perder. Mas para ganhar, temos que lembrar que somos humanos. Pensamos, produzimos, vendemos, compramos e nos relacionamos por decisões tomadas por um cérebro forjado em milhões de anos de aprendizado e evoluções comunicativas e emocionais.
Um cérebro que talvez não duplique sua capacidade de processamento constantemente, mas que continuará à frente das decisões que tomamos a cada instante. E que, provavelmente, seguirá mais sensível ao toque do que ao touch.
*O autor é especialista em Comunicação Estratégica e gestor em Marketing
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