Em um momento de profundas dificuldades, quando enfrentamos a pandemia do novo coronavírus, todo o esforço da Segurança Pública deve ser direcionado para potencializar a resposta operacional, no âmbito das instituições policiais, tendo como foco o trabalho integrado, em conjunto com as demais esferas do poder público, além do diálogo constante com o Judiciário e o Ministério Público.
É fundamental o envolvimento da sociedade nesse processo, partindo da perspectiva de que a complexidade do tema exige coparticipação na busca e manutenção de resultados positivos.
O Programa Estado Presente foi retomado pelo governador Renato Casagrande em 2019, com o objetivo de reduzir os índices de violência e criminalidade, com foco especial em homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Para isso, temos o eixo policial, com monitoramento desses índices 24 horas por dia, além do eixo social, com ações que buscam o fator preventivo.
O desafio a ser vencido no ano de 2020 é exatamente alcançar uma meta de redução dessa violência, que foi histórica em 2019. Isso, mediante um cenário que é agravado pelas consequências econômicas e sociais da Covid-19, como desemprego, crise financeira, aumento dos índices criminais e a indisponibilidade de parte do efetivo das instituições, com afastamentos por dispensas médicas.
Os resultados alcançados em abril e maio, que buscamos sempre melhorar, se devem, principalmente, ao bom trabalho dos policiais, nosso maior patrimônio, que sob o comando dos seus líderes vêm exercendo, de forma abnegada, um labor diuturno em prol da sociedade, mesmo se expondo nas atividades diárias, ao inimigo invisível, que é o vírus.
A estratégia deve elencar, sistematizar e normatizar nas instituições fundamentos que norteiam o planejamento e respostas operacionais: integração, inteligência, foco e visibilidade.
É necessário combater o tráfico de drogas, o comércio de armas e munições, atuar contra grupos criminosos organizados que tentem se impor contra o Estado e também os crimes contra o patrimônio, que fazem girar essa dinâmica criminal e incomodam muito a população.
Por isso, como digo sempre, temos que ir pra cima deles, de forma técnica e legalista, como estamos fazendo!
*O autor é secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Espírito Santo