Com um olhar voltado para novas tecnologias e a importância delas no dia a dia da sociedade, empresários do setor atacadista e distribuidor, com o governo do Estado, há cinco anos propuseram fomentar um fundo para o desenvolvimento econômico e social amparado em ciência e tecnologia.
Assim ficou acordado que toda a empresa signatária do Contrato de Competitividade Atacadista se comprometeria a recolher para o Fundo de Ciência e Tecnologia (Funcitec) 3,5% do valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Um percentual relevante para um segmento que recolhe mais de R$ 2,4 bilhões por ano.
Poucos sabem que essa destinação foi uma proposta do empresariado e não era antes “obrigatória” dentro do contrato. Esse olhar tem como base o crescimento das atividades do setor — com forte atuação há 25 anos e mais de 2,7 mil empresas envolvidas em 33 segmentos — e na construção da denominada sociedade do futuro.
Até o final do ano passado, o Sincades foi responsável pelo repasse de mais de R$ 100 milhões para o Funcitec, correspondendo a praticamente 90% do total do fundo, o que resultou no desenvolvimento de 30 projetos já executados e outros 10 aprovados.
A título de ciência e de curiosidade, os projetos vão desde capacitações para tecnologias habilitadoras, atualização de normas de caracterização de risco ambiental, telemetria para vias públicas, pesquisa sobre o efeito das areias monazíticas de Guarapari em pacientes com osteoporose de joelho, programas interinstitucionais de apoio à inovação, inovação dos arranjos produtivos frutícolas do Espírito Santo até pesquisa aplicada para expansão das exportações do café capixaba.
Há ainda o Sincades Tech, lançado em setembro do ano passado, com a criação de um hub de inovação aberta para novas tecnologias e exigências do mercado voltado ao setor atacadista e distribuidor, em parceria com a Faesa. Serão mais de mil profissionais capacitados e um espaço aberto com um olhar colaborativo para o desenvolvimento das empresas.
Definitivamente ainda há muito o que ser feito dentro da ciência e tecnologia do Espírito Santo, mas estamos colhendo os frutos. O movimento capixaba em prol da inovação vem surtindo efeito e não pode parar.