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Artigo de Opinião

Gutman Uchôa de Mendonça

Vamos deixar a briga de ex-compadres de lado e tratar de coisa séria

Briga endêmica de governador que entra com o que sai, pelo exagero de gastos, continuará sendo uma vergonha por inúmeros motivos e politicagem

Publicado em 21 de Janeiro de 2019 às 20:15

Publicado em 

21 jan 2019 às 20:15
Brigas políticas no ES Crédito: Arabson
Gutman Uchôa de Mendonça*
Já dizia o saudoso governador Jones dos Santos Neves, um dos melhores e raros que passaram pelo Palácio Anchieta: “O político brasileiro, quando está dormindo, está falando sério. Quando está acordado, está, invariavelmente, mentindo e roubando”.
Repete-se uma cena do passado. Quando assumiu o governo do Estado, anteriormente, eleito com apoio do ex-governador Paulo Hartung, que deixava o cargo na época, Renato Casagrande reclamou que encontrou os cofres raspados e que a história de deixar na reserva um bilhão de reais era falsa. A verdade eram dívidas que não acabavam mais e, como troco, o caixotão Cais das Artes abandonado, a vergonha da Avenida Leitão da Silva.
Agora, de novo no cargo, Casagrande suspendeu todos convênios assinados por Hartung com os municípios do Estado.
Deixemos as brigas de ex-compadres de lado e vamos tratar de coisa séria, como dizia o velho Jones. Um dos graves problemas brasileiros, do país como um todo, é o grave estado dos impressionantes privilégios do funcionalismo público (federais, estaduais e municipais), com suas estabilidades e custo astronômico para os cofres.
O Brasil também se dá ao luxo de possuir uma Justiça do Trabalho, que consome bilhões de reais por ano e pune o empresariado com outro montante de multas trabalhistas, para serem pagas aos trabalhadores que recorrem à ela, além de taxas que engordam a Justiça com procedimentos.
O Brasil também possui dezenas de autarquias, centenas de estatais e um banco de desenvolvimento (BNDES). É uma estrutura para ninguém botar defeito. O país precisa desmontar essa monstruosa engrenagem corporativa, burocrática e corrupta. Não será com canetadas corajosas que o governo Bolsonaro vai colocar o país num lugar decente. O caso do Espírito Santo, a briga endêmica de governador que entra com o que sai, pelo exagero de gastos, continuará sendo uma vergonha por inúmeros motivos e politicagem.
*O autor é jornalista
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