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Éder Lemke

Artigo de Opinião

É diretor-financeiro da Assevila e diretor-executivo do Sicoob
Éder Lemke

Vila Velha cresce, investe, atrai negócios e passa a reter riqueza

Para o empresariado, esse conjunto de fatores explica por que a cidade deixou de ser apenas um lugar para morar e passou a ser, definitivamente, um lugar para investir e produzir
Éder Lemke
É diretor-financeiro da Assevila e diretor-executivo do Sicoob

Publicado em 14 de Janeiro de 2026 às 12:51

Publicado em 

14 jan 2026 às 12:51
Em 2026, Vila Velha já ocupa um lugar diferente no mapa econômico capixaba. A cidade deixou de ser vista apenas como território residencial para se afirmar como um ambiente onde negócios encontram estrutura, mercado e previsibilidade. Esse reposicionamento não nasce de um único fator, mas da convergência entre logística eficiente, mercado imobiliário maduro e um ecossistema empreendedor mais funcional.
Do ponto de vista logístico, a localização segue como vantagem competitiva. A proximidade com o porto, somada às conexões com a Região Metropolitana e o interior do Estado, reduz custos operacionais e amplia a capacidade de integração com cadeias produtivas regionais e nacionais. Áreas destinadas à atividade empresarial e logística passaram a atrair empresas de armazenagem, distribuição, serviços e indústria leve, reforçando o papel de Vila Velha como um polo estratégico na economia capixaba.
O mercado imobiliário é outro termômetro claro dessa evolução. Nos últimos anos, Vila Velha concentrou a maior parte dos lançamentos da Grande Vitória, com forte valorização do metro quadrado e diversificação do portfólio. Além da moradia, crescem projetos de uso misto, edifícios corporativos e empreendimentos voltados a serviços. Esse movimento indica expectativa de geração de renda, circulação econômica e permanência produtiva, fatores essenciais para a sustentabilidade do crescimento urbano.
No campo do empreendedorismo, os números também apontam avanço. O volume de abertura de empresas segue elevado, com predominância dos setores de serviços, comércio especializado, logística e atividades ligadas à construção e ao mercado imobiliário. A presença de micro e pequenas empresas é expressiva, mas chama atenção o crescimento de negócios estruturados, que demandam crédito, gestão financeira e planejamento de médio prazo — sinal de amadurecimento do ambiente empresarial.
A experiência de quem empreende também passou a contar mais. Processos mais ágeis, mais acesso a serviços de apoio, crédito cooperativo e integração entre diferentes setores reduziram barreiras históricas e aumentaram a eficiência do ecossistema. Em um cenário competitivo, a fluidez para empreender se tornou um ativo econômico tão relevante quanto localização ou infraestrutura física.
Outro elemento decisivo é a organização do território. O uso mais racional do solo e a redução de conflitos entre áreas residenciais e produtivas ampliam a previsibilidade para investimentos. Capital de médio e longo prazo busca exatamente isso: clareza, estabilidade e visão de futuro.
Vila Velha chega a 2026 com um perfil econômico mais equilibrado. Cresce, investe, atrai negócios e passa a reter riqueza. Para o empresariado, esse conjunto de fatores explica por que a cidade deixou de ser apenas um lugar para morar e passou a ser, definitivamente, um lugar para investir e produzir.
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