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Flávio Fabiano

Artigo de Opinião

É advogado eleitoral e palestrante
Flávio Fabiano

Voto impresso: retrocesso nítido em nossa democracia

Comprovante em papel pode ser usado por grupos políticos ou candidatos como forma de cobrar do eleitor uma prestação de contas de seu voto
Flávio Fabiano
É advogado eleitoral e palestrante

Publicado em 26 de Maio de 2021 às 18:43

Publicado em 

26 mai 2021 às 18:43
Urna - confirma
A urna eletrônica e o botão de confirma o voto Crédito: Carlos Alberto Silva
Não é uma medida muito democrática o governante desacreditar o próprio Poder Público, visando a tirar a credibilidade e a solidez de algo que nunca demonstrou corrupção, como é o caso das urnas eletrônicas.
Nos Estados Unidos, o ex-presidente, Donald Trump, já prevendo a própria derrota, fez ataques e acusações de fraude no sistema eleitoral norte-americano, que tem todo o seu processo manual para voto e apuração, dizendo-se vítima do próprio mecanismo que o elegeu, sem apresentar uma mera prova.
Assemelha-se ao que acontece atualmente no Brasil, pois o presidente Jair Bolsonaro, quando percebeu que poderia “correr o risco” de não conseguir sua reeleição tão facilmente, em razão da “cassação da cassação” dos direitos políticos do ex-presidente Lula, intensificou os ataques ao sistema eleitoral. O objetico é desacreditar um mecanismo que perdura há mais de 25 anos, sem qualquer indício de fraude, a fim de confundir a população, pois “não admite” a sua própria derrota.
Mas, em meio a notícias falsas e desvirtuamentos de fatos, foi propagado que o atual presidente foi eleito pela maioria da população brasileira. O que não procede, haja vista que a abstenção eleitoral foi alta e que ele foi eleito pela maioria dos votantes, não dos eleitores.
Incitar a própria população a acreditar que as urnas estarão fraudadas, em caso de resultado diverso da reeleição, é uma postura que não condiz com os preceitos da democracia. É uma prática um tanto quanto autoritária, como de países em que os governantes prolongam seu poder por meio de “canetada”, como se percebe na China e na Rússia.
É claro e notório que o voto impresso é um retrocesso e uma forma de “cobrar” do eleitor uma “prestação de contas” ou “cobrança de uma dívida”, pois muitas vezes poderá estar sob “ordem” para votar em determinados candidatos ligados a grupos distintos, sendo que ele, o eleitor, só dispõe de um único voto por cargo político-eletivo.
A legislação eleitoral garante aos representantes partidários toda a possibilidade de fiscalização e conferência necessária do quantitativo de votos e para quem foram destinados, não se fazendo necessário que o eleitor “porte” o comprovante de sua votação, a fim de “prestar contas”. A única conta que devemos prestar é para com nossas consciências, se estamos lutando por um país mais justo e igualitário e se estamos votando em quem pode contribuir para com o Brasil, e não comprovando nada a quem nos exigiu que votássemos em dado candidato a cargo político.
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