Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • 'Começou mal', diz Alckmin sobre ameaças de Bolsonaro à imprensa
Críticas

'Começou mal', diz Alckmin sobre ameaças de Bolsonaro à imprensa

No primeiro dia como presidente eleito, político do PSL questionou a 'Folha' e prometeu cortas verbas de propaganda oficial de veículos

Publicado em 30 de Outubro de 2018 às 11:03

Publicado em 

30 out 2018 às 11:03
Bolsonaro fez seu último ato de campanha nas ruas no dia 6 de setembro Crédito: Divulgação
O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) criticou o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) por reiterar ataques ao jornal "Folha de S. Paulo" - e à imprensa em geral - durante entrevista ao "Jornal Nacional", na noite desta segunda-feira. No primeiro dia após a vitória no pleito, o parlamentar acusou o diário paulista de propagar informações falsas a respeito dele e ameaçou cortar verbas de propaganda oficial de veículos jornalísticos que agirem, conforme sua avaliação, "mentindo descaradamente". Durante a campanha, Bolsonaro mirou na "Folha" sobretudo desde a publicação de reportagens que apontavam uma funcionária fantasma em seu gabinete e sobre supostos disparos de fake news no WhatsApp pagos por empresários em prol de sua candidatura.
Alckmin, que saiu derrotado da eleição no primeiro turno, apontou contradição no discurso de liberdade do presidente eleito e avaliou que Bolsonaro "começou mal".
"Começou mal. A defesa da liberdade ficou no discurso de ontem", ressaltou Alckmin, pelo Twitter, em referência ao discurso da vitória de Bolsonaro, no qual o político do PSL prometeu defender "a democracia, a Constituição e a liberdade" dos brasileiros.
Alckmin escreveu na rede social que "os ataques à Folha representam um acinte a toda a imprensa" e coloca uma ameaça de "cooptar veículos de comunicação pela oferta de dinheiro público", o que, na visão do tucano, "é uma ofensa à moralidade e ao jornalismo nacional".
"É pretender substituir a liberdade de Imprensa pelo clientelismo de Imprensa. Alguns fazem críticas aos seus críticos porque não conhecem seus próprios limites. O futuro presidente vai ter de conviver e de respeitar todos e, em especial, os que a ele dirijam críticas", destacou Alckmin.
Na entrevista ao Jornal Nacional, Bolsonaro citou uma reportagem veiculada pelo jornal no início do ano, revelando que uma funcionária lotada no gabinete dele vendia açaí em um pequeno comércio de Angra dos Reis, na mesma rua onde fica sua casa de veraneio. Na ocasião, ele alegou que a assistente estava de férias. Nesta segunda-feira, ele desqualificou as informações da reportagem dizendo que o jornal havia mentido no episódio.
Em nota, a “Folha de S. Paulo” afirmou que “o presidente eleito se engana”. “A reportagem da Folha mostrou que uma funcionária sua na Câmara dos Deputados trabalhava em horário de expediente vendendo açaí em Angra dos Reis (RJ) em mais de uma ocasião e em meses diferentes. Tanto que ela acabou exonerada por ele. Jair Bolsonaro, mesmo após eleito presidente, não deixa de ameaçar a Folha. Ainda não entendeu o papel da imprensa nem a Constituição que promete obedecer”, destacou o veículo.
Bolsonaro foi questionado no telejornal da TV Globo se seria do seu desejo que o jornal acabasse. Ele então citou as verbas do governo.
Não posso considerar essa imprensa digna. Não quero que ela acabe, mas, no que depender de mim, da propaganda oficial do governo, a imprensa que se comportar dessa maneira, mentindo descaradamente, não terá apoio (financeiro) do governo federal
Jair Bolsonaro, presidente eleito
Ele também criticou reportagem recente da “Folha de S. Paulo” sobre empresas que bancaram disparos de mensagens falsas contra o PT. Mais cedo, em entrevista à TV Record, o presidente eleito afirmou que não vai atuar para impor limites à liberdade de expressão, deixando a tarefa aos cidadãos.
— Quem vai impor limite é o leitor. Tem certos órgãos de imprensa que caíram em descrédito por ocasião das eleições. Estão perdendo assinantes ou telespectadores. Quem vai limitar isso vai ser o cidadão na ponta da linha — disse Bolsonaro.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Quer ganhar massa muscular? Veja 10 receitas com peixe ricas em proteínas
Imagem de destaque
Empresário é sequestrado em Cariacica e obrigado a sacar R$ 9 mil em Vila Velha
Trecho será fechado por uma hora para obra de duplicação; operação depende das condições climáticas
BR 101 será interditada nesta quarta (22) para detonação de rochas em Iconha

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados