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'Nunca vou esquecer', diz advogada que abrigou alunos de Suzano

Juliana Romera, 40, tomava o café da manhã com a família, nesta quarta-feira (13), quando ouviu um barulho incomum na rua onde mora: tiros seguidos de gritaria

Publicado em 13 de Março de 2019 às 22:10

Publicado em 

13 mar 2019 às 22:10
Parentes de vítima em atentado na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP) Crédito: Agência Estado
Juliana Romera, 40, tomava o café da manhã com a família, nesta quarta-feira (13), quando ouviu um barulho incomum na rua onde mora: tiros seguidos de gritaria.
A advogada não pensou duas vezes. Interrompeu o café, abriu o portão de casa e, de cara, encontrou cinco adolescentes aflitos. Outros dois chegaram mais tarde.
Todos eles haviam pulado o muro e escapado do ataque de dois atiradores na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (Grande São Paulo), na manhã desta quarta-feira. Juliana mora nos fundos do colégio.
"Quando percebi o tumulto, a minha tia foi olhar na nossa câmera de segurança e viu muitos adolescentes correndo na rua", afirma."Eles estavam atordoados, chorando e gritando muito."
A filha Mayara também ajudou. Correu nas redes sociais e escreveu um post informando que a Raul Brasil estava sendo atacada por tiros.
Juliana disse à reportagem que deu colo, carinho e muita água com açúcar para acalmar os adolescentes. "Eu nunca vou me esquecer deles."
Os sobreviventes contaram à moradora que foram encurralados pelos atiradores e, para não morrer, tiveram que pular o muro dos fundos da escola que dá de frente para a casa da Juliana.
"Um deles me marcou muito. Ele disse que não sabia como conseguiu pular o muro tão alto. Ele lutou muito para viver."
Para Juliana, sua atitude não merece estar registrada nos jornais porque deveria ser algo comum. "A minha atitude tem que ser a regra e não a exceção."
Os estudantes acolhidos por Juliana ficaram na casa dela por cerca de uma hora. Assim que a situação se normalizou, todos foram para suas casas.
ATAQUE
As vítimas do ataque são cinco alunos, duas funcionárias e um empresário. Os atiradores são ex-alunos da instituição e também se mataram -a polícia investiga a possibilidade de que um dos dois tenha atirado no outro antes de se suicidar .
As duas funcionárias foram identificadas como Eliana Regina de Oliveira Xavier, agente de organização escolar, e Marilena Ferreira Umezu, 59, coordenadora pedagógica.
Quatro alunos morreram no local (Pablo Henrique Rodrigues, Cleiton Antônio Ribeiro, Caio Oliveira e Samuel Melquíades Silva de Oliveira) e um quinto, Douglas Murilo Celestino, morreu enquanto era levado ao hospital.
O dono da locadora de carros Jorginho Veículos é Jorge Antônio Moraes, que chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu. Há ainda outras nove pessoas feridas em hospitais da região.
As informações foram confirmadas pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos.

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