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Rocinha

'Se mata polícia aqui como se mata galinha', diz Pezão

Governador recebeu pedidos de trégua e sugeriu campanha pelo desarmamento

Publicado em 29 de Janeiro de 2018 às 21:52

Publicado em 

29 jan 2018 às 21:52
Luiz Fernando Pezão, governador do Rio, Crédito: Arquivo
Durante um encontro com moradores da Rocinha na manhã desta segunda-feira, no Palácio Guanabara, o governador Luiz Fernando Pezão ouviu relatos e recebeu pedidos de trégua do confronto armado entre policiais e traficantes da região. Os tiroteios na comunidade desde setembro já deixaram 34 mortos, entre eles o soldado Tiago Chaves, do Batalhão de Choque, na última quinta. Pezão sugeriu uma grande campanha pelo desarmamento e atribuiu a situação caótica de violência no Rio à entrada de armas pelos rodovias federais e ao poder financeiro dos traficantes.
"Infelizmente, o Rio é uma peneira porque é cercado de rodovias federais. Eu não posso patrulhar as rodovias e a Baía de Guanabara, e isso foi se dando aqui dentro do Rio um verdadeiro arsenal que não é normal ter numa comunidade 200 fuzis, na outra 300 fuzis, não dá, não dá. Então, esse é um problemaço para o estado. Nós temos que fazer uma grande campanha, um grande trabalho pelo desarmamento e isso só pode ser através das lideranças de dentro das comunidades, com as ONGs, igrejas", afirmou e em seguida disse não ter a utopia de achar que vai acabar com as drogas:
"Uma série de pessoas fica questionando (a política de segurança) no asfalto, mas alimenta o tráfico de drogas. Isso é uma grande vergonha. Se tem guerra pelo comando é porque tem consumidor e dá dinheiro. São territórios (as comunidades) dominados por fuzis. Eu quero que vocês me ajudem também, me deem o caminho. Eu não quero botar polícia lá trocando tiro o tempo inteiro. Eu só quero policial morto? No Rio ano passado foram 134, isso não é normal. Se mata polícia aqui como se mata a galinha. Isso não é normal".
DESESPERO DE MORADORES
Ao governador, os moradores relataram desespero de pessoas que tiveram suas casas perfuradas por tiros, famílias que estão abandonando a comunidade, comerciantes que faliram e outros que já pensam em baixar as portas.
"A palavra paz está perdendo sentido para quem vive naquele lugar. Chegamos a um ponto que estamos perdendo todas as esperanças, nos sentimos impotentes", lamentou o presidente da Associação de Moradores da Rocinha, Carlos Eduardo, afirmando que sua casa foi alvejada por quatro tiros.
"Eu nem posso reclamar muito, porque a minha casa só recebeu quatro tiros, mas de muitas outras pessoas foram mais de 50, mais de cem tiros", completou.
Ocimar Santos, fundador da ONG Rocinha.org, chegou a fazer uma súplica ao governador:
"Eu só peço, por favor, que o senhor ouça os lamentos. Cada um aqui tem sua lamentação, mas o objeto é um só: paz. E como o senhor é o responsável pela segurança de cada um de nós, não tem pessoa melhor para a gente suplicar".
Luiz Fernando Pezão deixou a reunião afirmando que vai conversar com a cúpula da segurança pública para evitar guerra e fazer abordagens com mais inteligência. Disse que esta semana participará de um encontro na Firjan para discutir novas formas de policiamento. O governador também se comprometeu a participar de nova reunião com líderes comunitários em 15 dias.
Em nota, o Governo do Estado afirmou que após ouvir todas as reivindicações, Pezão afirmou que está em contato permanente com a área de Segurança do estado e que a prioridade é retirar as armas das mãos dos criminosos, principalmente os fuzis. O governador destacou que, para alcançar essa meta, o cerco à entrada de armamentos nas rodovias e o trabalho de inteligência, com o uso da tecnologia, têm sido importantes. Ele reconheceu que o projeto das UPPs teve que ser modificado devido à queda da arrecadação do estado, mas frisou que a criação do fundo de segurança garantirá mais recursos para a área.
 

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