BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O advogado Matheus Milanez, que defende o general Augusto Heleno no julgamento da trama golpista, ficou célebre na internet quando o STF (Supremo Tribunal Federal) aceitou a denúncia contra o seu cliente e os outros acusados pelo episódio, em junho.
À época, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido do advogado para adiar o início da sessão, que já se estendia até quase as 20h.
"A audiência amanhã se inicia às 9h. Considerando que nós temos que chegar meia hora antes, nós só viemos em um carro e eu ainda preciso levar o general para casa, preciso ir para a minha casa. Eu minimamente quero jantar, excelência, eu só tomei o café da manhã quase", pediu o advogado a Moraes, na ocasião.
Moraes respondeu com um "imagine eu", brincou que poderia começar às 9h02 e depois manteve o horário. O ministro brincou que iria tentar terminar o julgamento da denúncia no dia seguinte, para Milanez "tomar um belo brunch". O episódio virou meme.
Julgamento
Na manhã desta terça-feira no STF, durante segunda sessão do julgamento, Milanez começou a sua sustentação oral questionando a conduta do relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes. O advogado apontou que juiz não pode ser investigador e disse que Moraes fez isso.
Em seguida, apresentou o que considera fragilidades no inquérito da Polícia Federal e na denúncia do Ministério Público. Para o defensor, Heleno perdeu contato com Bolsonaro e não teria mais proximidade para tramar golpe com ele.