O número supera o que ficou conhecido como "dia do fogo", em 10 de agosto de 2019. Na ocasião, produtores rurais combinaram para o mesmo período queima de pasto e de áreas em processo de desmatamento.
O combinado para a realização do "dia do fogo" foi revelado em 5 de agosto pelo jornalista Adécio Piran, do site paraense Folha do Progresso. O repórter chegou a ter que deixar a cidade após ameaças de morte. Todo o movimento foi combinado em grupos de WhatsApp, um deles chamado Sertão e outro com o nome Jornal A Voz da Verdade, integrado por autoridades locais.
Os dias que cercam 10 de agosto, de fato, tiveram registros elevados de focos de calor, especialmente o dia 11 de agosto, com 2.366 focos. Até o momento, esse era o maior valor para o mês de agosto. Apesar do recorde, o caso gerou poucas multas ambientais.
Os meses de agosto e setembro costumam ser os períodos com os níveis mais elevados de queimadas na Amazônia, pelo bioma estar em seu período seco.
As queimadas na Amazônia têm relação direta com o desmatamento no bioma. Em geral, após a derrubada da mata, espera-se que a vegetação seque e, em seguida, coloca-se fogo para "limpar" a área. O desmate tem sido constantemente crescente desde o início do governo Jair Bolsonaro (PL).
Em 2019, os elevados números de incêndios na Amazônia criaram uma crise internacional de imagem para o governo Bolsonaro, em seu primeiro ano.