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Sessão extraordinária

Barroso decide votar em ação sobre aborto antes de se aposentar do STF

Expectativa é que ministro seja favorável à descriminalização da interrupção de gestações até a 12ª semana
Estadão Conteúdo

Publicado em 

17 out 2025 às 17:27

Publicado em 17 de Outubro de 2025 às 17:27

BRASÍLIA - O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu votar no processo que discute a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Nesta sexta-feira (17), último dia antes de se aposentar, Barroso pediu para o presidente da Corte, Edson Fachin, convocar uma sessão extraordinária do plenário virtual para dar continuidade ao julgamento.
Para Barroso votar, Fachin precisa convocar a sessão nesta sexta (17), porque a aposentadoria de Barroso é válida a partir de sábado (18). Se Fachin não fizer isso, Barroso não poderá se manifestar. Nesse caso, a tarefa caberá ao sucessor dele, que ainda não foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Luis Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)
Aposentadoria de Luís Roberto Barroso no STF é válida a partir de sábado (18) Crédito: GUSTAVO MORENO/STF
Até agora, apenas Rosa Weber, hoje aposentada, apresentou voto favorável à descriminalização do aborto nesses casos. Em seguida, Barroso pediu vista, interrompendo o julgamento. O voto do ministro já está pronto e, segundo interlocutores dele, deve ser no mesmo sentido de Weber.
Lula deve escolher Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para a vaga de Barroso. Evangélico, o futuro ministro tem posição esperada contra o aborto. Se Barroso votar, o sucessor dele não poderá fazer isso.
Durante os dois anos que esteve na presidência do STF, Barroso preferiu não reacender o debate. Pesou na decisão uma conta de bastidor que dava como provável a derrota do pedido de movimentos defensores dos direitos das mulheres.
Nos últimos dias, Barroso refletiu sobre a conveniência de deixar um voto sobre o assunto antes de se aposentar. De última hora, optou por deixar sua marca registrada na discussão antes de abandonar a toga.
Nos bastidores, boa parte dos ministros do STF considera que o momento não é propício para o debate do aborto. Portanto, é esperado que um dos colegas de Barroso peça vista depois do voto de Barroso, se a sessão for mesmo convocada. Nesse caso, o julgamento seria adiado novamente para uma data incerta.

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